Quinta-feira, Agosto 14 ::
Eu, submissa de mim
Existem em mim duas mulheres:
uma que é razão, a outra pura emoção.
A mente pensa, a carne pondera;
a mente reage, a carne vence a razão.
Quisera ser dominada pela lógica,
tão boa conselheira. Mas não!
A carne fala mais alto, grita o coração!
Num duelo sanguinário corpo e mente
se combatem e mesmo sendo certo
o sofrimento, a razão dá lugar a emoção
e sempre eu me arraso!
Darren
:: postado por darren as 23:43
Absinto
Livre, liberta me sinto
para pensar em outros açoites,
outras mãos.
No meu egoísmo eu não percebia
a sua impossibilidade, o seu limite.
Livre me sinto para pensar
em outros comandos,
outros mandos, outros toques,
outras possibilidades,
transformações da verdade.
Livre me sinto para me ter
livre de mim!
Darren
:: postado por darren as 23:34
Uma história...
Como Lia poderia esquecer Renata? Como apagaria da sua mente e retiraria do seu corpo todas aquelas deliciosas impressões? Como não desejar aquelas mãos, aquele toque, aquela boca, aquele corpo? Simplesmente não podia... Num belo dia, no dia mais belo do ano para Lia, no dia do seu aniversário, ela conheceu a pessoa que quebraria todos os seus paradigmas, abriria a sua caixinha de Pandora e a viraria pelo avesso. Renata, esse é o nome da pessoa que à primeira vista dificilmente Lia prestaria atenção. Renata tinha formas arredondadas, seios fartos, cabelos compridos, um ar feminino. Lia até então só havia se relacionado com tipos masculinos, cabelos curtíssimos, um ar andrógino. Eram os tipos que lhe chamavam atenção. Mas com Renata aconteceu... Primeiro contato. Renata respondeu a um anúncio que Lia havia colocado num site de relacionamentos. Na verdade Lia não estava procurando ninguém. Recebeu algumas respostas e entrou em contato com as pessoas agradecendo de forma educada mas não deixando margem para continuidade. Mas Renata enviou um segundo email no qual dizia ter incluído Lia no seu comunicador on line. Quando Lia leu, sorriu. E então lhe ocorreu que Renata poderia na verdade ser sua ex namorada e por esse motivo deu continuidade a correspondência. Passaram-se alguns dias e num desses finais de semana leve, onde Lia não tinha compromisso com nada que não fosse leve, conectou o tal comunicador e esperou por Renata enquanto lia os jornais. Esperou uma hora e nada. Então resolveu esperar mais um pouco e Renata não apareceu. Pelo horário a desconfiança de Lia cresceu. Sua ex namorada nunca acessava a Internet aquelas horas. Nesse horário ela ainda estava trabalhando. Bingo, pensou Lia, estou certa! Resolveu deixar o computador ligado e o programinha aberto. Na hora certa ela apareceria, Lia tinha certeza. Foi deitar-se para relaxar. Não demorou muito e o barulhinho característico de quando alguém entra soou. Lia levantou-se e sentou-se em frente ao computador. "Oi!" As letrinhas iam aparecendo na telinha. A conversa fluiu e Renata fazia perguntas muito pessoais para Lia. Isso aumentava em muito a certeza de Lia, de que se tratava da ex namorada. Lia irritava-se. Em certo momento Lia perguntou o nome dela e antes que ela respondesse Lia escreveu o nome da ex namorada. Renata desculpou-se e garantiu não ser esta pessoa. Mas isso não foi suficiente para Lia e ela pediu o número do celular de Renata, dizendo-lhe que ligaria mas que ela se mantivesse conectada ao comunicador. Renata prontamente forneceu o número do seu celular e Lia num impulso imediato ligou... E... estava comprovado o equívoco. Renata realmente era Renata! Conversaram um pouco, Lia se desculpou pelo equívoco. A voz de Renata era doce e firme. Isto encantou e seduziu Lia. Desligaram o telefone e voltaram ao comunicador. Mas a conversa não teve a mesma graça. Lia queria ouvir novamente aquela voz. Precisava ouvir novamente aquela voz firme e doce. Renata tinha a mesma necessidade. Renata pediu o número do telefone fixo de Lia. Lia dissera-lhe que preferia que Renata desse o dela, no que foi prontamente atendida. Num impulso enquanto Renata digitava o seu número, Lia fez o mesmo. Estava criado o primeiro vínculo: confiança. Grande paradoxo, embora a bem da verdade Lia não deixou de confiar em Renata, apenas acreditava que ela fosse sua ex namorada se passando por outra pessoa. Conversaramsobre diversos assuntos e Lia estava cada vez mais encantada por Renata. A conversa fluiu e quando perceberam estavam conversando sobre sexo. Renata dizia que era ativa e que se interessava por mulheres mais velhas do que ela. Em parte combinavam, eram exatos opostos, Lia era passiva mas nunca havia se relacionado com alguém mais novo que ela. Ops! Isto era um problema para Lia. Ela é mais jovem, em sua descrição dissera ter cabelos longos... Ai..ai.., pensou Lia. Mas aquela voz, o modo como falava, suas colocações sobre os diversos assuntos abordados naquela deliciosa conversa... Lia estava seduzida! Cada vez que se recordava dos "problemas", eles iam se minimizando frente aquele modo firme e doce de falar. Falaram sobre relacionamentos amorosos, preferências sexuais, o que esperavam de um relacionamento. Perfeito! Eram o exato oposto. Renata dissera-lhe que era 95% ativa. Lia não sabia exatamente o que isso significava mas... Tudo bem! Não deveria ser nada demais, pensou. Lia estava excitada com a conversa, ela desejava Renata e a recíproca era verdadeira. Lia queria estar nos seus braços naquele momento. Fechava os olhos e imaginava Renata. Renata dizia que a estava tocando e pedia que ela fechasse os olhos e sentisse. Lia obedecia e ficava cada vez mais excitada, mais molhada. "Está sentindo? Sou eu te tocando..." dizia Renata.Como que embriagada de desejo, Lia levava a mão ao sexo e o tocava de leve... O ser racional de Lia a advertia de que aquilo não era correto, afinal ela não conhecia Renata, era uma estranha! Mas que nada! A emoção daquele momento mágico era maior e Lia se entregava cada vez mais ao que ouvia e simplesmente obedecia aos comandos de Renata. E quanto mais ela pronunciava palavras como "Sou eu te tocando..." mais Lia ficava excitada e realmente sentia como se outra pessoa a tocasse, tocasse deliciosamente o seu sexo molhado de desejo. E assim explodiram simultaneamente num intenso e delicioso orgasmo. Loucura um gozo tão intenso e em tais circunstâncias. Lia não pôde se furtar a este prazer, a este momento. A razão não existiu. Renata a seduzia, encantava. Lia sentiu algo inusitado e nunca antes experimentado. Tudo muito novo, muito intenso, irresistível. A novidade não era o sexo por telefone, isto não. Mas fazer sexo ao telefone com alguém desconhecido mas estranhamente reconhecido pelo desejo, pela libido, pela carne de Lia. Não existia uma imagem. O que existia era uma voz maravilhosa e um comando. Renata comandava e seduzia Lia que lhe obedecia da forma mais submissa. Após o gozo conversaram. Lia estava entre surpresa e até mesmo envergonhada por seu comportamento inédito. Mas não pôde evitar. Enquanto o seu racional ponderava, o emocional primitivo se libertava. Após conversarem sobre o assunto nada mais restou senão o bem estar, um confortável bem estar e a impressão de que teriam outros deliciosos momentos como aquele. E não se enganaram. Passados dois dias estavam frente à frente. Lia sugeriu o encontro logo pela manhã, um dia após ter recebido suas fotos pela Internet. No dia seguinte ao encontro virtual e telefônico trocaram fotografias via Internet. Lia aparecia sozinha nas fotos que enviou para Renata mas Renata enviou-lhe fotos nas quais estava acompanhada. Isto irritou Lia que não deixou de escrever-lhe observando o fato dela estar acompanhada nas fotos. Renata disse de forma divertida que estas eram suas melhores fotos por isso as enviou mesmo estando acompanhada. Lia sentiu ciúmes e isso a perturbou. Era atípico, normalmente não era ciumenta. Após ver as fotos, ver a imagem daquela pessoa que havia lhe proporcionado tanto prazer, sentiu um desejo enorme de tocá-la, sentir a textura da sua pele, olhar nos olhos. Ao chegar em casa, Lia automaticamente começou a pensar em Renata. Pensou na sua voz, na sua imagem, nas sensações que ela havia provocado. O telefone tocou. Lia atendeu e era Renata, aquela voz firme, doce e sedutora. Mais uma vez Lia fechou os olhos e obedeceu aos comandos de Renata e desta forma se tocou muito gostoso ao som de "Sou eu te tocando..." "Sou eu te fodendo gostoso.." "É minha língua na sua bucetinha..."
E o gozo veio intenso, molhando ainda mais... Por isto a urgência em vê-la pessoalmente, a urgência em tocar aquele ser tão especial que a encantava. O encontro durou alguns minutos, tempo suficiente para tocarem mutuamente as mãos, olharem nos olhos e saberem que se queriam muito. Estavam em horário de expediente e não poderiam demorar. Combinaram um novo encontro para dali a dois dias, véspera do aniversário de Lia. Renata pediu-lhe isto como um presente. Lia deixou claro que não iriam transar pois segundo os seus tabus ela não ia para cama com alguém no primeiro encontro. Renata sorriu e disse-lhe que se acontecesse não seria no primeiro encontro mas no segundo pois o primeiro encontro já havia acontecido. Espertinha, disse-lhe Lia, o primeiro encontro não foi exatamente um encontro! Na hora combinada finalmente se encontraram. Finalmente porque foi difícil para ambas pensar em qualquer outra coisa naquele dia. Estar perto de Renata era agradável para Lia. Ela usava um perfume discreto, amadeirado, fresco. Trocaram um beijo demorado, tocavam as mãos enquanto Renata dirigia tentando sair do congestionamento. Renata queria estar sozinha com Lia e por mais que Lia tentasse verbalizar que era muito cedo o seu corpo dizia que era mais que chegada a hora e Renata percebendo e desejando o mesmo, rumou para um motel. Chegando ao quarto Lia foi arrebatada pelos braços de Renata que a envolveu pela cintura enquanto suas bocas ávidas se encontravam num beijo quente, molhado, doce, firme, mordido. Seus corpos bem juntinhos, os braços firmes de Renata num abraço envolvendo todo o corpo de Lia que vibrava. Seu sexo molhando, latejando... E nesse beijo, apertos e abraços, Lia foi levada para cama. Renata a deitou delicadamente e sem retirar as roupas de Lia, explorou todo o seu corpo com as mãos e boca e voltava a boca de Lia e beijava com desejo e fome. Lia inundava de tanto tesão. O sexo latejando cada vez mais e uma vontade louca de ser possuída, pegou a mão de Renata e levou ao decote, aos seus seios. O peito arfava, o sexo latejava, a vontade de ser possuída era enorme. Queria sua boca nos seus seios. Lia estava ofegante de tesão. Renata brincou um pouco passando os lábios delicadamente no colo de Lia e com um "Agora não." voltou a beijar-lhe os lábios enquanto comprimia seu corpo contra o corpo de Lia. Isso era uma tortura e fazia com que Lia ficasse mais e mais excitada. Novamente Lia pegou sua mão e colocou dentro do decote, fazendo com que Renata tocasse o seu seio. Renata não se demorou por lá. "Agora não.", disse mais uma vez. Lia quase enlouquecia de desejo, de vontade de ser possuída. Percebendo isto Renata mais e mais colocava as mãos nos seios de Lia e rapidamente retirava. Lia se contorcia de tanto tesão. Era enlouquecedor. Lia se contorcia de vontade de ter sua boca no seu sexo, nos seus seios, suas mãos, seus dedos. Quase não suportando mais, Lia pediu que ela o fizesse, mas..."Ainda não.", foi o que ouviu. O ventre de Lia doía de tanto desejo. Renata beijava a boca, o colo, levantou um pouco o vestido de Lia e beijou as pernas, os pés, as coxas. Lia abria as pernas e oferecia o sexo quente e a essa altura, encharcado de tesão. Renata passava muito levemente os lábios sobre a calcinha, a língua entre a coxa e a calcinha e... Só! "Ainda não." Apenas isso e isso deixava Lia cada vez mais excitada, seu ventre doía muito e seu sexo latejava mais e mais. Ficaram assim por um bom tempo. Lia apertava as coxas uma contra a outra, passava as mãos nos seios, procurava os mamilos e Renata retirava suas mãos de lá. Num ato rápido Renata libertava um seio de Lia de cada vez do sutiã, beijava delicadamente cada mamilo e então o guardava novamente enquanto a outra mão passeava sobre a calcinha fazendo leve pressão no sexo de Lia, exatamente sobre o clitóris. Lia estava muito excitada, seu sexo doía de tesão. Precisava de Renata dentro dela, queria a sua boca chupando, devorando, mordendo os seus mamilos, queria três dedos enterrados dentro da bucetinha, a sua língua passeando no clitóris, sua boca sugando-o, queria dois dedos no seu rabinho... Mas Renata ignorava os seus apelos, os apelos do seu corpo ansioso. Ela não tinha pressa alguma!
Darren
(continua...)
:: postado por darren as 11:45
Terça-feira, Agosto 5 ::
Submissão
Percebo dois tipos de submissos no mundo BDSM. Não estou falando dos jogos. Claro que estes podem ser os mesmos. Estou falando de postura, desejos e pensamentos com relação ao que "se sente" e "com quem se sente". Isso poderia ser dividido em duas categorias: submissão erótica, sexual puramente e submissão da alma. Acredito em duas vertentes: a busca pura e simples pelo prazer e o encontro de duas almas. A primeira condição, a da submissão erótica busca o BDSM sem o envolvimento emocional. É o prazer pelo prazer, deseja alguém forte e atraente que lhe mostre e proporcione todos os caminhos da submissão e/ou da dor e ao final da sessão cada um segue o seu caminho e se tiver que acontecer novamente pode até ser... Se não, tudo bem. A busca continua. Não necessariamente haverá rotatividade de parceiros. Pode até ser que ocorra esporadicamente com o mesmo parceiro. Mas a fómula será sempre a mesma: encontro/sessão/cada um para o seu lado. Este submisso pode até adimirar o seu Dono e Senhor. Ele adoro o modo pelo qual é subjugado, tomado. Pode até pensar num "duelo" imaginário com o seu Dono e Senhor, testar os limites desse Dono e Senhor. Na hora H se desmanchará em orgasmos ... Mas certamente mais cedo ou mais tarde encontrará um Senhor mais forte e o abandonará. Afinal o que importa é o prazer! Viva a carne!
A submissão da alma é uma necessidade para essa outra categoria. Esse submisso gosta de tudo isso: dos jogos eróticos, do prazer físico, mas... Busca um envolvimento emocional com o seu Dono e Senhor e o grau de envolvimento emocional acaba levando aos caminhos do BDSM. Este submisso serve ao seu Dono e Senhor, entrega a sua vida porque está em sua alma servir. E este servir é despertado por seu Dono e Senhor. Ele adoro o seu Dono e Senhor e vive para Ele e por Ele. O seu corpo é um altar sagrado que somente o seu Dono e Senhor pode tocar. E pode tudo! Esse submisso adora os orgasmos que seu Dono e Senhor lhe concede seja através da dor, humilhação ou o que for. Está pronto para ser doutrinado por seu Dono e Senhor. É romântico, sonha casar, cuidar, ser cuidado... Quer beijar na boca, quer ser abraçado, ninado. Quer namorar, ficar juntinho. Não quer somente jogos eróticos. Aceita os jogos BDSM puramente pela necessidade de servir ao seu Dono e Senhor e não apenas pelo jogo em si. Se não for com o meu Senhor não poderá ser com mais ninguém. Meu corpo é seu templo sagrado e apenas Ele poderá entrar. Existe muito carinho nas suas relações e muito respeito por aquilo que é sagrado: o seu próprio corpo. Até porque não pertence ao submisso mas ao seu Dono e Senhor. O Dono e Senhor desse submisso deve ser uam pessoa forte e gentil. Deve possuir doçura. Necessariamente deve possuir uma alma. Não trata o seu submisso como um objeto de prazer simplesmente. Trata-o como um ser único e especial. E como Dono e Senhor também lhe pertence. É um maravilhoso encontro de almas!
http://www.sirganon.com/aaperg.html#102
http://www.sirganon.com
Darren
:: postado por darren as 17:18
Segunda-feira, Junho 30 ::
:: postado por darren as 16:13
Terça-feira, Junho 24 ::
"Sexualidade e erotismo formam a complexa intersecção de natureza e cultura."
"...o sexo sempre foi cercado de tabu, independentemente de cultura. O sexo é o ponto de contato entre o homem e a natureza, onde a moralidade e as boas intenções caem diante de impulsos primitivos."
"O erotismo é um reino tocaiado por fantasmas. É o lugar além dos confins, ao mesmo tempo amaldiçoado e encantado."
"A teoria do sexo de Spenser é um continuum que vai do normativo ao aberrante. A castidade e o casamento frutífero ocupam um pólo, a partir do qual as modalidades de erotismo vão se tornando mais sombrias à medida que se aproximam do perverso e monstruoso."
[Camille Paglia, em seu livro "Persona Sexuais"]
Mais um fragmento...
"... a cera quente da vela ia pingando... pequenos pingos... caíam sobre os biquinhos dos meus seios... a dor intensa e o prazer mais que intenso... meu peito arfava, minha respiração estava entrecortada pela suposição do que viria... onde cairia o próximo pingo quente, quase fervente? Seria um, seriam dois? Eu não sabia. Estava completamente à mêrce da minha Dona. Confiava nela mas não conhecia os seus limites, nem os meus!
Até onde iríamos? Eu simplesmente não sabia..."
Darren
:: postado por darren as 16:27
Sonho de uma noite de verão
"Quanto mais me bateres, mais te adularei.
Usa-me como animal, despreza-me, castiga-me,
abandone-me, deixe-me; só me dê permissão,
a mim que não tenho valor, para seguir-te.
Que lugar pior posso eu implorar-te
E contudo é uma honra para mim
Do que me usares como um cão?"
William Shakespeare, dramaturgo inglês (1564-1616)
:: postado por darren as 16:04
Fragmentos de uma deliciosa e louca história de D/s, amor BDMS
"...e morna na minha vagina. Passava a língua no meu clitóris, introduzia a língua dentro da minha vagina.Eu rebolava, me contorcia e gemia de desejo, de tesão. Quando ela percebia que eu estava próximo ao gozo, parava um pouco e em seguida recomeçava... Que tortura deliciosa! Sua língua passava alternadamente entre a minha vagina e o meu rabinho que se abria para recebê-la. Ela introduzia a língua nele enquanto um dedo invadia a minha vagina. Isso me alucinava de tesão! Eu pedia outro dedo e novamente ela não me ouvia! Alternando deliciosamente a língua entre o meu rabinho e a minha vagina, ela me virou de bruços, abriu as minhas pernas e se dedicou exclusivamente ao meu rabinho. Passava a língua quente e macia em movimentos circulares e a introduzia... O prazer que isso provocava era indiscritível! Instintivamente eu me coloquei de quatro para receber de maneira total a sua língua. Uma verdadeira delícia! Ela então começou a alternar a língua dentro e um dedo, depois a língua dentro e dois dedos, a língua dentro e três dedos... Ela pegou a minha mão e colocou gel lubrificante e a conduziu até o meu clitóris. Sua mão então começou a levar a minha mão à massageá-lo... Isso era muito gostoso! Eu delirava de prazer. Então ela deixou que eu própria me tocasse enquanto ela continuava a introduzir os dedos e a língua no meu rabinho. Eu me masturbava enquanto ela me penetrava por trás. Me senti completamente preenchida, tomada por algo abrangente... Com movimentos de vai e vem atrás e meus dedos esfregando o meu clitóris, tive alguns orgasmos... Os maiores, mais intensos e mais deliciosos da minha vida. Tive a sensação de me desintegrar e aos poucos fui recobrando a consciência do meu corpo físico, voltei a perceber a minha respiração, meus acelerados batimentos cardíacos..."
Darren
:: postado por darren as 11:11
Bondage - O que é ?
Bondage em inglês Ou figottage em francês é a arte não violenta de amarrar o parceiro - não para dominar a relutância, mas para incrementar o orgasmo. É uma técnica sexual não programada, que muitas pessoas acham extremamente excitante mas têm medo de tentar, e um expediente humano respeitável para aumentar as sensações sexuais em parte porque é uma expressão inofensiva da agressividade sexual - algo de que necessitamos imensamente, devido aos preconceitos da nossa cultura neste campo - mas, mais ainda, por causa dos seus efeitos físicos: um orgasmo lento em situação de imobilidade forçada é uma experiência inesquecível para aqueles que o tentam sem medo da própria agressividade.
"Qualquer imposição à atividade muscular e emocional tende normalmente a aumentar o estado de excitação sexual", nas palavras de Havelock Ellis. Os homens e as mulheres sempre se excitaram com a idéia de obter o máximo uns dos outros e a "imobilização erótica" foi sempre um excitante apreciado qualquer herói ou heroína populares que se prezem são amarrados periodicamente pelos pés e mãos, a fim de poderem ser posteriormente resgatados. Num casamento berbere o padrinho amarra a noiva se ela se debater tentando escapar, e é o que tradicionalmente ela deve fazer... para ser amarrada. Fantasias deste tipo são freqüentes na literatura pornográfica escrita e ilustrada (na sua maior parte são absolutamente impraticáveis e dirigidas à retina e não à inteligência do leitor) que age corno um escape para as pessoas que têm problemas de agressividade ou precisam de um simulacro de violação para poderem ir para a cama e ter prazer sem sentir culpa. A maioria das pessoas têm vestígios destas necessidades e gostam de dominar simbolicamente umas às outras de vez em quando, ou até de se sentir dominadas (sem ofensa para o Movimento de Libertação Feminina, dado que esta necessidade é mútua). Mas os jogos de imobilização são praticados por muitos amantes sérios que desejam sensações e não sucedâneos, preenchendo assim muitas lacunas importantes. Isto exige uma certa aprendizagem (os primeiros esforços freqüentemente são penosos ou estéreis ou até inutilizam uma ereção por falta de jeito) mas com rapidez e habilidade, muitas pessoas, surpreendentemente, os recomendam para serem praticados ocasionalmente - se não por outras razões, pelo menos porque uma masturbação lenta e realmente bem executada não é possível sem que o parceiro esteja bem amarrado.
Com efeito, uma imobilização verdadeiramente hábil produz resultados sensacionais, do ponto de vista sexual, na maior parte dos homens que não sejam tímidos, quer dando, quer recebendo (como, aliás, qualquer outra técnica que envolva estímulo e simbolismo, o "prisioneiro" sexual bem amarrado não só parece, mas também se sente sexy) - e numa proporção respeitável de mulheres, uma vez que tenham aceitado a idéia; as pessoas que potencialmente poderiam reagir bem a este método podem necessitar de uma preparação cuidadosa, no caso de recearem o seu simbolismo agressivo, mas este tipo de fantasia apenas atemoriza as pessoas cuja concepção de ternura é... terna demais. Algumas mulheres de vez em quando precisam se sentir dominadas. Outras gostam dos símbolos de domínio e preferem ser agressivas desde o início. Deve-se amarrar o outro pelos pés e pelas mãos, firme mas confortavelmente, de modo que ele possa se mexer tanto quanto quiser sem se soltar e, depois, levá-lo ao orgasmo. Além de ser uma sensação sexual excitante, permite a muitas pessoas (que não o conseguem de outra maneira) o descontrole total. Pode ser que berrem no momento crítico, mas vão gostar muito (a habilidade, aqui, reside em distinguir os ruídos que exprimem mal-estar - pulsos torcidos, cãibras ou outras dores - e as manifestações normais do êxtase; os primeiros significam "Pare já" e os outros "Continue, pelo amor de Deus, e faça-me acabar").
Jogos deste tipo são um extra ocasional e opcional de todas as formas de atividade sexual e de cópula, já que o amante amarrado pode ser beijado, masturbado, montado ou simplesmente acariciado até o orgasmo; mas são muito adequados às sensações intensas e quase insuportáveis produzidas pelas carícias manuais lentas e hábeis, tanto no homem corno na mulher. A prisão dá ao amante passivo algo de muscular para fazer, enquanto fica incapaz de alterar o curso dos acontecimentos ou o ritmo e velocidade da estimulação (a que Theodor Reik chamava o "fator de suspense") e permite ao amante ativo levar a mulher, pelo menos, a "alturas" estonteantes (esta pode, quando chegar a sua vez, enlouquecê-lo, demorando ainda mais o processo).
Os amantes experimentados e audaciosos descobrirão logo o contexto adequado à imobilização. Esta surge naturalmente no tipo de batalhas amorosas - tão ao gosto de certas pessoas dinâmicas - em que a mulher finge resistência; no fim, ou ele lhe torce um braço atrás das costas, a amarra e continua com ela dominada - ou então, ela ainda resiste quando ' o cronômetro toca e ela adquire o direito de amarrá-lo. Também se pode fazê-lo com menos violência e sortear ou jogar "prenda" - de qualquer modo, deve-se fazer por turnos. Outro contexto, para os que fazem jogo de adultos, é simplesmente determinado pelo impulso. Um ou outro pede ou diz: "agora é a minha vez", ou o parceiro de espírito mais empreendedor começa e realiza as suas aspirações.
Pode ser que ele acorde e descubra que ela o virou e que está acabando de lhe amarrar os pulsos; então, já é tarde demais para protestar (algumas mulheres conseguem ir mais longe com um homem de sono pesado). Ou ele pode pegá-la de emboscada quando, vulnerável, ela estiver voltando do chuveiro.
Para que isto funcione como jogo, é evidente que deve sei efetivo, mas não doloroso ou perigoso. Vale a pena gastar algumas palavras com a técnica a ser empregada, visto se tratar de uma fantasia sexual muito popular, ainda que não incluída nos livros puritanos sobre sexo; uma certa habilidade e cuidado são necessários. Amarra-se um dos parceiros em qualquer cama com atro colunas, pondo-se uma ou mais almofadas por baixo dele. este o método típico dos bordéis, talvez porque não requeira habilidade. Levado a este ponto, inibe os orgasmos de algumas pessoas - algumas preferem ficar com as pernas abertas, mas com os pulsos e cotovelos atrás das costas, ou ser amarradas a uma cadeira ou ficar de pé amarradas a uma coluna. As áreas Chave em que a prisão aumenta a sensibilidade sexual são os Pulsos, tornozelos (não tentem encostá-los atrás das costas à força), sola dos pés, polegares e dedos dos pés (as mulheres experientes param no meio das carícias e amarram estes dois últimos com uma tira de couro - se duvidam, experimentem). Há (divergências de gosto quanto ao que se deve usar para amarrar. Pondo de lado esquisitices como camisas-de-força ou ligas de escoteiro, há casais que usam tiras de couro ou borracha, fitas de pano, cordões de pijama, laços e até corda macia e grossa. As fitas são o mais prático para mulheres frágeis ou que não saibam dar nós de marinheiro. Devem ter orifícios de centímetro em centímetro. Os lenços triangulares servem para amarrar pés e mãos rapidamente, mas não são muito sexy - e o bom aspecto e o fato de estar bem amarrado é que tornam o "embrulho" atraente para o participante ativo. As meias velhas são um recurso comum, mas numa emergência, é difícil desamarrá-las. Correntes, algemas, etc, são meios rápidos, mas não exercem pressão e machucam quando ficam por baixo. Os aparelhos estranhos vendidos pelos fabricantes de brinquedos para adultos são "para inglês ver", a não ser que só sejam utilizados para fotografias. Se gostarem deles, faça um. Para a maior parte dos casais, um pedaço de corda de varal serve perfeitamente. Cortem-na em cinco ou seis pedaços, de metro e vinte e dois ou três de um metro e oitenta e dêem-lhe várias voltas apertadas - mas sempre com cuidado, para não machucar.
Algumas pessoas mais enérgicas gostam também de ser amordaçadas. Como uma senhora disse "mantém o gás do champanhe". Amordaçar e ser amordaçado excita muitos homens - a maioria das mulheres diz que não gosta, mas a expressão de espanto erótico na cara de uma mulher bem amordaçada, quando descobre que só pode "mugir", é irresistível para os instintos de violação do homem. Além do simbolismo e da "sensação de desamparo", permite à vítima gritar e morder durante o orgasmo, sem se preocupar em se controlar, o que só poderia fazer sem a mordaça se possuísse uma cabana isolada ou dispusesse de um quarto à prova de som. Torna o dirigismo impossível, de maneira que as iniciativas do seu amante estão fora do seu controle. A maior parte dos homens que se excitam com isto gostam de ser completamente silenciados. As mulheres ousadas acabam gostando disto após algumas tentativas, se forem do tipo que morde ou se gostarem de se sentir "desamparadas" - outras detestam este método e não conseguem o orgasmo. Algumas gostam que seus olhos sejam vendados além de ou em vez de serem amordaçadas.
Mas é difícil amordaçar alguém com uma segurança de cem por cento, exceto nos filmes em que um pedacinho de seda sobre a boca da heroína permite que o herói passe a seu lado, sem ouvi-Ia. Também o "prisioneiro" nunca deve ficar em situação de não poder indicar algo de errado que esteja acontecendo. Um pedaço de pano comprido, que dê várias Voltas, bem colocado entre os dentes, ou uma bolinha de borracha fixada no meio de uma fita de três centímetros de largura por um parafuso e porca (a "poire" tradicional dos bordéis franceses) são suficientes. A fita adesiva silencia quem quer que seja, mas é dificílima de tirar. Tudo o que se usar deve ser firme, não interferir com a respiração e ser fácil de tirar se alguma coisa correr mal para o "prisioneiro": se ele sufocar, se sentir mal ou qualquer outra situação de desconforto. Os sinais (isto se aplica a todos os jogos de imobilização) devem ser combinados de antemão e nunca se deve abusar deles ou ignorá-los - a sanção do seu uso ilícito pode ser, por exemplo, ter que "sofrer" mais dois orgasmos amarrado. Um grunhido em código Morse ou sinais como os usados em leilões são boas escolhas. O Código Federal de Segurança deve ser respeitado e colocado bem à vista, no quarto. Reza o seguinte:
1 - Nada pode ser amarrado em volta da parte anterior do pescoço do outro, ainda que sem apertar, e mesmo que seja a seu pedido.
2 - Nada que seja macio ou solto que possa ser engolido, ou qualquer outra coisa não especificada, pode ser enfiado na boca do outro, ou colocado no seu rosto, e qualquer mordaça ou nó. deve desatar-se facilmente.
3 - Ninguém deve ser abandonado sem ajuda, mesmo que por pouco tempo, especialmente de bruços ou numa superfície macia como a de uma cama. Não adormeçam sem primeiro desatar o amante, sobretudo se tiverem bebido. Não mantenham ninguém amarrado mais de meia hora.
4 - Pratiquem jogos de imobilização apenas com pessoas que conheçam, não só social mas também sexualmente; nunca um conhecimento ocasional, e tenham cuidado com os jogos de grupo. Isto se aplica tanto a casais como a todos os amantes em geral - algumas pessoas são pouco cuidadosas e outras sádicas.
Além de tudo isto, qualquer tipo de crueldade como amarrar alguém que tenha medo mesmo, cordas apertadas, meter coisas pela boca das pessoas, truques idiotas como pendurar alguém por qualquer parte do corpo e toda a rotina Sadie-Mae é simplesmente dolorosa e inibidora para qualquer casal sério e pertence à psicopatologia e não ao sexo. A imobilização como jogo sexual agradável nunca é dolorosa nem perigosa. Pode, claro, ser praticada apenas pela sua agressividade simbólica, mas pelo menos metade da recompensa diretamente física das pessoas que a praticam (e há muitas) reside no fato de a pessoa amarrada ter de lutar contra a prisão e nas sensações epidérmicas e musculares, alem da liberação de certos bloqueios infantis, pelo fato de terem prazer de qualquer maneira. Também ajuda a superação do nosso tabu cultural referente às sensações extragenitais intensas, que pertence ao mesmo tipo de bloqueios. Se tiverem cuidado, as marcas das cordas desaparecem em poucas horas. Queimaduras e hematomas provocados por cordas são conseqüência de falta de jeito - deve-se também ser rápido ao tirar as cordas de modo que o homem não fique tolhido por ter continuado "preso" depois do orgasmo e a mulher possa "voltar à terra" confortavelmente abraçada ao amante. Você pode ser agradável, adequada e simbolicamente impetuoso, qualquer que seja o sexo, sem se tornar mau nem desajeitado, estragando tudo. A receita certa, aqui como em toda a atividade sexual, é violência e ternura em proporções iguais. Se não se consegue "sentir" a medida exata de violência que o amante aprecia, é preciso lhe perguntar e tirar vinte por cento, desconto justificado pela diferença entre realidade e fantasia. Qualquer casal que aprecie o amor violento e goste desta idéia, desde que siga as regras, não perderá nada em aprender a executar a técnica de imobilização suave, rápida e eficientemente. isto não é esquisito nem assustador, mas apenas humano. Quanto à píèce de restante que acompanha a imobilização, isto é, a masturbação lenta, ver item com esse nome.
[Autor : Alex Confort (Livro - Os prazeres do Sexo)]
Darren
:: postado por darren as 10:19
Segunda-feira, Junho 23 ::
AMOR & BDSM
O título está bem exposto? Seria amor e BDSM ou BDSM e amor? Pode parecer a mesma coisa, mas não é. No assunto em pauta, a ordem dos fatores ALTERA o produto. Ou seja, se o amor vem antes do BDSM, então tal relacionamento perdoem-me os que discordam pode estar malfadado ao fracasso.
Explico:
Nos relacionamentos baunilha, geralmente o amor vem antes do sexo. Como ? Primeiro se conhece a cara metade, trava-se a amizade e o entendimento, namora-se, conquista-se, sai-se de mãos dadas, janta-se fora, vai-se ao cinema, manda-se rosas e bombons, troca-se juras de amor, promete-se casamento (com os dedos cruzados né ?), conhece-se a família do outro, etc... (não necessariamente nesta ordem e felizmente não necessariamente TODOS estes atos elencados....), enfim, pratica-se uma série de procedimentos e atitudes que se intitulariam conquista ou sedução que se iniciariam desde a paquera e a troca de telefones até o surgimento do Amor.... Amor ? Que amor ?... Ora, o amor consequente dos comportamentos acima e para os quais o mesmo foi direcionado. O velho, famoso e meloso amor baunilha que bem conhecemos e que estampam desde belos poemas e contos até folhetins e novelas. Seja em maior ou menor intensidade, sincero ou ilusório. pretenso ou gratuito.
Assim, como conseqüência e evolução deste amor, surgiria o sexo entre o casal, seja mediante a tática caricato-cafajeste do cobrar uma prova de amor, seja pela assunção daquele famoso pensamento feminino do Eu o amo, então posso me entregar, porque não vou transar, vou fazer amor.
Ironias e sarcasmos a parte, pode parecer que esta minha narrativa remonta-se a um relacionamento amoroso do século passado, mas admitamos até hoje as coisas se processam desta forma, seja em maior ou menor intensidade, pois, até hoje, são poucas as mulheres que conseguem o que a maioria dos homens conseguem: fazer sexo sem nenhum sentimento maior.
E por favor, quando falo em amor como prerrogativa no sexo baunilha, não precisamos exagerar e chegar naquele sentimento insano que mal cabe dentro de nós. Podemos apenas nos referir a uma atração maior, um sentimento, uma admiração, uma paixão...
Mas onde quero chegar? Suponhamos que, exatamente por este amor - surgido de relacionamento, procedimentos e causas baunilha - um dos membros do casal acaba por aceitar ter uma relação BDSM. Não por seu interesse nesta prática e nem mesmo por uma mera curiosidade em descobrir se tem dom para o D/s ou S&M. Mas sim E APENAS para agradar seu parceiro. Este sim amante da pratica BDSM. Desta forma, a relação BDSM entre os dois teria nascido do amor baunilha e teve em si a causa (ou desculpa) para sua prática.... Lembram-se da minha idéia do São, Seguro, Consensual e Honesto? Teríamos aí um relacionamento que explicitamente não é honesto, uma vez que uma das partes não estaria praticando o BDSM PELO PRAZER DO BDSM e sim por amor, e o que é mais grave, por um amor baunilha.
Isso ocorre muito quando um dos membros do casal se agrada do BDSM e o outro não, ou até desconhece tal fantasia. Assim, o primeiro, convenceria o segundo a experimentar e praticar o BDSM, não em busca do prazer, de uma nova experiência ou da descoberta de seu dom como sub ou mesmo como Domme, mas sim como uma prova de ou em nome do amor (mais uma vez lembro: amor baunilha).
Estaríamos aí diante do maior exemplo de transa apimentada e intenções excusas no BDSM. Mesmo porque, convenhamos, este amor nada tem a ver com BDSM, em nada o ajuda, não tem com ele cumplicidade, a atitude do convencedor foi sem dúvida cafajeste e não existiria aí qualquer honestidade do ponto de vista do surgimento de uma relação verdadeiramente BDSM. Pode ser até que a parte convencida acabe por se agradar do BDSM. Mas isso não abonaria a conduta com a qual a mesma foi encaminhada a este universo.
Num grau ainda mais elevado de falta de honestidade, teríamos aquela pessoa que, amando a outra e em nome deste amor ou por medo de perder sua cara metade, aceita e se empenha em praticar o BDSM para conquistar o amor de quem ama, numa atitude, diga-se de passagem, ineficiente, porque o amor que esta pessoa quer é o baunilha e o amor que pode com muito esforço e dissimulação conseguir, é o AMOR BDSM.
Em suma, ela não procura um Mestre, um dominador ou um dono. Ela procura um namorado, uma paixão para suprir suas carências afetivas, e imagina que o BDSM seja um bom caminho para isso.... Ledo engano.
Mas... então não existe amor no BDSM? Nunca? Nem depois de uma relação consolidada nos mais honestos parâmetros de envolvimento?
Aí chegamos à outra forma de ligação do BDSM com o amor. Ou seja, o Amor DEPOIS do BDSM. Aquele amor que surge NO BDSM e que eu intitularia de AMOR BDSM .
Tem radicais que dizem não existir o mesmo... Coitados, não sabem o que estão perdendo!
... Será que não sabem mesmo? Será que o que existe aí não é um imenso tabu que proíbe ou inibe a exibição e assunção deste amor? Se perguntarmos à maioria destes céticos o que sentem por seus parceiros de maior constância e longa data e relacionamento no BDSM, e se eles respondessem com sinceridade e exaustão, impreterivelmente discorreriam uma série de sentimentos, comportamentos, atrações e admirações que só poderiam ser traduzidas numa única palavra: Amor.
Será que o preconceito e o medo de envolvimento não os deixa ver que o sentimento que alguns tentam (as vezes inutilmente) sufocar não é um amor baunilha, mas sim um amor legitimamente BDSM? Será que julgam que amar torna o Mestre mais frágil ou a escrava mais exigente?
Realmente, numa relação bate/apanha libertina¿ pode ser menos comum surgir tal sentimento (estou sendo radical? Desculpem-me.). Mas no outro pólo do BDSM, na relação 24/7, dá para se imaginar estar existindo em sua plenitude sem que surja ou exista um amor honesta e legitimamente BDSM ?... Bem... como extremos são sempre mais fáceis de ser analisados, fiquemos na média. Ou seja, no relacionamento D/s mais comum e mais básico, os quais - acredito - ainda são a maioria.
Mesmo nele, o verdadeiro, honesto e honrado relacionamento BDSM é algo muito complexo. O nível de envolvimento, de cumplicidade, de respeito, dedicação, amizade, libido, atração, convívio, confiança, entrega, segurança, caráter, honra e outros que surgem, se desenvolvem e solidificam é tão imenso que é IMPOSSÍVEL imaginar que com tudo isso não possa naturalmente surgir um sentimento mais forte. Dá para imaginar numa relação baunilha incluir com intensidade tudo o que elenquei acima e que são premissas básicas numa relação BDSM honesta? Iria ser um Amor que novela mexicana nenhuma conseguiria conceber.
Logo, como imaginar que num relacionamento onde exista com tamanha intensidade todas estas qualidades de caráter e relacionamento, os praticantes possam se manter imunes ao surgimento de um sentimento maior que só poderíamos denominar de amor? Impossível não? Ou no mínimo IMATURO.
Sim, Imaturo. Porque um sentimento tão imenso e lindo, surgido honesta e naturalmente consequente desta relação legitimamente BDSM, o verdadeiro Amor BDSM, acabaria por ser evitado, sufocado e ignorado pelos praticantes. E em nome de que? Porque?
A escrava por julgar que não pode almejar nem muito menos cobrar de seu Mestre um comportamento e consideração por ela por vezes mais amoroso e romântico ou até mesmo com medo que o seu amor não seja correspondido ou, pior, tendo vergonha e receio de expor o mesmo por julgar que seu Mestre não irá se agradar dele, abominá-lo ou julgar seu comportamento baunilha ou desonesto.
O Mestre por outro lado, sufocando o surgimento ou exposição deste sentimento por medo que a conseqüência dele seja um romantismo, um carinho, uma sensibilidade e um comportamento com sua escrava que poderia acabar sendo encarado de incompativelmente baunilha, "derretimento do Mestre banana" ou até "perda de pulso".
Já imaginaram isso acontecendo com ambos na relação ao mesmo tempo? Que desperdício, não? Ao que os tabus e preconceitos nos levam... tsc tsc...
Este amor que surge no BDSM, É BDSM. É legitimamente BDSM. E deve ser cultivado, ampliado, respeitado e compartilhado pelos praticantes dessa nossa maravilhosa fantasia/ideal de vida, que deveriam ter orgulho de ter dentro de si tal sentimento que só demonstra a sensibilidade, a cumplicidade e a intensidade que deve reinar sempre em qualquer relação honesta e assumidamente BDSM.
Ele não encaminha os praticantes ao baunilha, nem enfraquece suas posições e práticas D/s ou S&M. Ao contrário. Por vezes até as solidifica, amplia e enaltece. Então, porque evitar, esconder, sufocar, renegar ou se envergonhar de amar no BDSM ?
Concluindo, existe amor no BDSM sim. E muito. Afinal, o Mestre não é um Monolito frio e insensível para conseguir manter-se alheio e inexpugnável a tudo de especial que sua sub lhe oferece e nem esta um ser acéfalo e desprovido de sentimentos senão o respeito e dedicação ao seu Dono.
Em suma, nunca faça-se BDSM por amor. Mas ame-se, e ame-se muito, assumindo-se sem vergonha ou medos esse amor que surge no BDSM.
Jot@SM
http://mestrejotasm.com.br
Darren
:: postado por darren as 16:49
Sexta-feira, Março 21 ::
Fui gentilmente amarrada por ele.... Estava deitada na cama, de costas, meus seios à mostra, loucos pela boca dele.... Ele se colocou à minha frente e com suas mãos macias procurou os meus seios. Pegou um, depois o outro e depois ambos. Foi apertando-os devagar à princípio e depois com mais força. Isso me proporcionava um prazer incrível mas eu queria a sua boca neles. Queria que ele os sugasse com aquela fome que lhe era peculiar. Eu pedia que ele sugasse, mamasse, chupasse os meus seios e ele simplesmente não obedecia! Me torturava com suas mãos. Em certo momento ele passou a apertar os meus mamilos. Que loucura! Aquela dorzinha fantástica e eu me contorcendo de prazer e ainda querendo, ou melhor, querendo ainda mais que ele sugasse os meus seios! Eu estava molhada, muito lubrificada... Tentava libertar as minhas mãos para fazer com que ele colocasse a boca mas eu estava bem amarrada e não conseguia. Eu estava alucinada de prazer e quanto mais eu me contorcia mais ele apertava os meus mamilos e isso me deixava cada vez mais louca! Então ele (também) não aguentando mais, abriu as minhas pernas e me penetrou com força. Uma verdadeira delícia! Quando o seu membro rijo entrou na minha vagina, ele levou a boca faminta aos meus seios, alternadamente sugou-os com força enquanto me penetrava e eu rapidamente tive um dos maiores orgasmos da minha vida!
Darren
BONDAGE
Como alguém deve amarrar você
Levando-se em consideração, que em sua essência o Bondage é não ter opções numa condição consensual de limitação física da ação (com jogos e técnicas de amarração por cordas, visando imobilização) usada não para dominar a relutância, mas para incrementar o orgasmo através da escravidão, inter-dependência e submissão numa experiência sensual e sexual de cativeiro seguro, o Bondage é uma experiência que visa aumentar as sensações sexuais. Em parte porque é uma expressão inofensiva da agressividade sexual(algo de que necessitamos imensamente, devido aos preconceitos da nossa cultura neste campo) mas, também, por causa dos seus efeitos físicos.
Um orgasmo lento em situação de imobilidade forçada é uma experiência inesquecível para aqueles que o tentam sem medo agressividade alheia. "Qualquer imposição à atividade muscular e emocional tende normalmente a aumentar o estado de excitação sexual", nas palavras de Havelock Ellis. As pessoas em geral, sempre se excitaram com a idéia de obter o máximo de prazer sexual uns dos outros e a "imobilização erótica" foi sempre um excitante apreciado.
Qualquer herói ou heroína popular que se preze são amarrados periodicamente pelos pés e mãos, a fim de poderem ser posteriormente salvos. Fantasias deste tipo são muito frequentes na cinematografia mundial (na sua maior parte são absolutamente impraticáveis e dirigidas à retina e não à inteligência do espectador) e agem como uma válvula de escape para aquelas pessoas que têm problemas de agressividade ou precisam de um simulacro de violação para poderem ir para a cama e ter prazer sem sentir culpa. A maioria das pessoas tem vestígios destas necessidades e gostam de dominar simbolicamente umas as outras de vez em quando, ou até de se sentir dominadas.
Mas os jogos de imobilização, também são praticados por muitos amantes sérios que desejam descobrir novas sensações e/ou aumentar seu prazer sexual, preenchendo assim muitas lacunas importantes de sua sexualidade. Isto exige uma certa aprendizagem (os primeiros esforços frequentemente são penosos ou estéreis ou até inutilizam uma ereção por falta de jeito), mas com rapidez e habilidade, muitas pessoas, surpreendentemente, descobrem-se Tops natos. Outros recomendam o Bondage apenas como um jogo sexual para ser praticado ocasionalmente (se não por outras razões, pelo menos para uma masturbação, partilhada à dois, lenta e realmente bem executada).
Com efeito, uma imobilização verdadeiramente hábil produz resultados sensacionais. Do ponto de vista sexual, na maior parte dos homens (que não sejam tímidos) quer dando, quer recebendo, como aliás, qualquer outra técnica que envolva estímulo e simbolismo do "prisioneiro-sexual", que se bem amarrado não só parece, mas também se sente muito sexy.
As pessoas que potencialmente poderiam reagir bem a este método podem necessitar de uma preparação cuidadosa, no caso de recearem o seu simbolismo "agressivo", mas este tipo de fantasia apenas atemoriza as pessoas cuja concepção de ternura é... romântica demais. Alguns homens, devido ao seu papel social de dominador-ativo(pelo menos a maior parte do tempo) de vez em quando precisam se sentir dominados. Outros gostam dos símbolos de domínio e preferem ser agressivos desde o início.
Quando o parceiro é amarrado pelos pés e pelas mãos, firme, mas confortavelmente, de modo que ele possa se mexer tanto quanto quiser sem se soltar e, depois, levá-lo ao orgasmo, isso gera uma sensação agradável, recompensadora e de extrema segurança, além de ser uma sensação sexual excitante, permite que muitas pessoas (que não o conseguem chegar ao orgasmo de maneira convencional) o atinjam de forma total. Pode ser que berrem no momento crítico, mas certamente vão gostar muito. A habilidade, aqui, reside em distinguir os ruídos que exprimem mal-estar, dos pulsos torcidos, cãibras ou outras dores, das manifestações normais do êxtase; os primeiros significam "Pare já" e os outros "Continue, pelo amor de Deus, e faça-me acabar".
Jogos deste tipo podem ser um "extra"... um "plus"... a mais adicionado a todas as formas de atividade sexual e de coito convencionais, já que o amante amarrado pode ser beijado, masturbado, montado ou simplesmente acariciado até o orgasmo. Mas são muito adequados as sensações intensas e quase insuportáveis produzidas pelas carícias manuais lentas e hábeis, tanto no homem bottom quanto no Top. A prisão dá ao amante passivo(bottom) algo de muscular para fazer, enquanto fica incapaz de alterar o curso dos acontecimentos ou o ritmo e velocidade da estimulação (a que Theodor Reik chamava o "fator de suspense") e permite ao amante ativo (Top) levar seu companheiro, à "alturas estonteantes" (e no caso da inversão de papéis, este pode enlouquecer o outro, demorando ainda mais o processo).
Os amantes experimentados e audaciosos descobrirão logo o contexto adequado à imobilização. Este surge naturalmente num tipo de "batalhas amorosas" tão ao gosto de certas pessoas mais dinâmicas, em que o bottom finge resistência para obter, uma torção de braço, aumentando assim o ritmo do jogo, e depois continuar a ser dominado, mas também se pode fazê-lo com menos violência e sortear para ver quem será o primeiro a ser amarrado.
Outro contexto, para os que fazem jogos sexuais de adultos, é simplesmente determinado pelo impulso. Um ou outro pede ou diz: "agora é a minha vez", ou o parceiro de espírito mais empreendedor começa e realiza as suas aspirações. Pode ser que ele acorde e descubra que o outro virou o jogo e que agora, está acabando de lhe amarrar os pulsos; então já é tarde demais para protestar, o melhor a fazer é experimentar, até mesmo para adquirir experiência e saber como incrementar ainda mais a relação, colocando-se no lugar do parceiro bottom na próxima vez que você for o Top. Para que isto funcione como jogo, é evidente que deve ser feito de maneira não dolorosa ou perigosa. Além de tudo isto, qualquer tipo de crueldade como amarrar alguém que tenha medo real de ser amarrado, cordas extremamente apertadas, meter coisas pela boca das pessoas , truques idiotas como pendurar alguém por qualquer parte do corpo são práticas simplesmente cruéis, dolorosas e inibidoras para quaisquer parceiros sérios. Isso é um ato de psicopatologia e não de uma prática sexual sadia. A imobilização como jogo sexual agradável nunca é dolorosa nem perigosa. Pode, claro, ser praticada apenas pela sua agressividade simbólica, mas pelo menos metade da recompensa é diretamente física. A maioria esmagadora das pessoas que a praticam (e há muitas) gosta de ser amarradas para ter de lutar contra a prisão e também pelas sensações epidérmicas e musculares, além da liberação de certos bloqueios infantis e pelo fato de terem prazer de qualquer maneira. Também ajuda na superação do nosso tabu cultural referente as sensações extragenitais intensas, que pertence ao mesmo tipo de bloqueios. Mas se tiverem cuidado, as marcas das cordas desaparecem em poucas horas.
Algumas pessoas mais enérgicas gostam também de ser amordaçadas. Como alguns dissem, "mantém o gás do champanhe". Amordaçar e ser amordaçado excita muitos homens. A maioria diz que não gosta, mas a expressão de espanto erótico na cara de um homem bem amordaçado, quando descobre que só pode gemer, é irresistível para os instintos de violação de outro homem. Além do simbolismo e da "sensação de desamparo", permite à vítima gritar e morder durante o orgasmo, sem se preocupar em se controlar, o que só poderia fazer sem a mordaça se possuísse uma cabana isolada ou dispusesse de um quarto à prova de som. A maior parte dos homens que se excitam com isto gostam de ser completamente silenciados. Alguns outros gostam que seus olhos sejam vendados além de, ou em vez, de serem amordaçadas.
Mas é difícil amordaçar alguém com uma segurança de cem por cento, exceto nos filmes em que um pedacinho de pano sobre a boca da heroína permite que o herói passe a seu lado, sem ouvi-la. Também o "prisioneiro" nunca deve ficar em situação de não poder indicar que algo de errado esteja acontecendo. Um pedaço de pano comprido, que dê várias voltas, quando bem colocado entre os dentes, ou uma bolinha de borracha fixada no meio de uma fita de três centímetros de largura por um parafuso e porca (a "poire" tradicional dos bordéis franceses) são suficientes. A fita adesiva silencia quem quer que seja, mas é dificílima de tirar. Tudo o que se usar deve ser firme, mas não pode e não deve interferir com a respiração, também deve ser fácil de tirar se alguma coisa der errado para o "prisioneiro": se ele sufocar, por exemplo, ou se sentir mal, ou ainda, qualquer outra situação de desconforto, lhe será difícil ou impossível expressar o que estiver ocorrendo. Os sinais (isto se aplica a todos os jogos de imobilização) devem ser combinados de antemão e nunca se deve abusar deles ou ignorá-los, sob a sanção, do seu uso ilícito, pode-se por exemplo, ter que "sofrer" mais dois orgasmos amarrado. Um grunhido em código Morse ou sinais como os usados em leilões são boas escolhas.
Lembre-se: A SEGURANÇA VEM SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR.
Darren
:: postado por darren as 16:44
Falando um pouco mais sobre Fetiche....
SCAT: O prazer que vem de onde você nem imagina
Talvez os mais extremos e radicais de todos os fetiches, sejam coprofilia e a misofilia que são as práticas sexuais que mais curiosidade tem despertado nos últimos tempos. Porém existem registros desse tipo de atividade sexual desde os primórdios da civilização humana. Na Roma antiga, por exemplo, existem registros até mesmo de senadores, que ejaculavam intensamente quando prostitutas defecavam sobre seus rostos.
As pessoas que praticam o scat ou coprofilia, que significa brincar ou jogar com fezes, ao contrário do que possa parecer, não relacionam sexo apenas com fezes, mas também com urina, esperma e até mesmo o vômito.
A moderna psicologia, que estuda o fenômeno desde o início do século passado, atribui essa "parafilia" a algum trauma, disfunção, ou ainda a alguma descoberta de prazer ocorrida durante a transição da fase oral para a fase anal do desenvolvimento do indivíduo na tenra infância. Outros pesquisadores dizem ser esse um comportamento natural nos primatas, tais como, orangotangos, chipanzés e gorilas todos parentes muito próximos do homem. Estes mesmos estudiosos, atribuem esse comportamento de certos símios, primeiramente a um mero reaproveitamento alimentar, já outros dizem ser esse é um ato de submissão social ou de puro prazer sexual.
Todavia, existem especificidades dentro do sexo escatológico, também chamado em inglês de "water sports". Por exemplo, ao desejo em ter contato físico ou até mesmo de beber urina, chamamos de urofilia ou vulgarmente de "Banho Dourado".
Essencialmente, pessoas adoram urinar nos seus amantes, ou, ainda, adoram que os seu amantes urinem sobre elas. Urinar é algo realmente íntimo: a urina faz parte da pessoa, é quente e molhada, é agradável deixa-la sair, além de vir pelos próprios genitais. Alguns experimentam um arrepio de poder, quando tem alguém imobilizado sob seu controle, que não pode fazer nada, exceto receber a ducha, à medida quem é liberada. Já outros se excitam em ser forçados a urinar, a molhar suas roupas íntimas: "é coisa de criança e, portanto, deve ser punido" o que por sua vez remete ao sadomasoquismo.
Essa "parafilia" em particular, tem uma explicação bastante interessante e deveras convincente, do ponto de vista do comportamento animal dos seres humanos e que vem só confirmar as teses anteriores. Dizem os antropólogos tratar-se de um tipo de comportamento ancestral do homem, que a exemplo da maioria dos animais, usa a própria urina para demarcar seu território. Ou seja, quando urinamos ou defecamos sobre nossos parceiros, na verdade, estamos demarcando-os como nossa propriedade e aqueles que por sua gostam de ser passivos neste tipo de relação estão demonstrando extrema submissão.
Há também o rimming, mais conhecido vulgarmente em português por "cunete", é considerado uma forma mais branda de coprofilia, uma vez que durante sua realização desse ato há o contato da boca com o ânus; se bem que nesse caso o prazer se dá não pelo contato da boca e da língua com as fezes, e sim pelo contato das mesmas com o sensibilíssimo tecido do orifício externo do ânus que estimula o esfíncter.
Já a misofilia, que apesar de estar relacionada com a coprofilia, não é um sinônimo da mesma; ao contrário do que muitos pensam, e sim, a obtenção do prazer venéreo através do contato intimo com partes do corpo ou com parceiros sujos ou até mesmo imundos (fazer sexo com mendigos por exemplos).
Ambas estão estreitamente ligadas, ao que hoje as modernas escolas de psicologia chamam de sexo sensorial, cujo o estímulo ao prazer sexual ou ao orgasmo se dá através dos cinco sentidos, a saber o tato, a visão, a audição, o paladar e o olfato; sendo esse último o mais importante para obtenção desse tipo especifico de prazer sexual. Um bom exemplo disso, ainda que pouco tenha a ver com scat, são os podolatras que gostam de pés cheirando a um leve odor de suor ou até mesmo a chulé forte, e quanto mais forte melhor! Neste grupo de podolatras também se inserem os misofílicos (aqueles gostam de pés sujos). Essas "parafilias" na maior parte das vezes, estão ligadas a outras como por exemplo, a podolatria ou ao rubber.
Apesar de parecerem estranhas à maioria de nós, tanto a coprofilia quanto a misofilia são modalidades sexuais muito praticadas, não só por sadomasoquistas, como forma de alta dominação e/ou submissão como também por parceiros sexuais ditos "normais", só que na intimidade de seus quartos. É por isso e por seu caráter dito "repulsivo" que só agora, depois de tanto tempo, ela se manifesta como uma forma real de prazer sexual.
Todavia, é bom lembrar que tanto uma quanto a outra tem um elevado risco de transmissão de várias doenças desde uma simples verminose até as DSTs, tais como, simples hepatite, gonorréia, até a AIDS e muitas outras. O contato oral com uma parte, mesmo minúscula, de fezes pode transmitir a hepatite e bactérias intestinais. Do ponto de vista da saúde, a urina é basicamente estéril, porém não é necessariamente ausente de HIV. Portanto, beber a urina de outrem, não é considerado mais sexo seguro! Ao mesmo tempo, a urina contém alguns sais que o organismo procura eliminar, de maneira que bebe-los novamente sobrecarrega os rins. Se você bebe urina, beba muita água depois.
É sempre bom recomendar aos seus participantes todo o cuidado ao praticar essa modalidade sexual. Sempre que possível use camisinha(inclusive na língua), luvas descartáveis e tudo mais que puder proteger sua saúde.
Lembre-se só você é responsável por você mesmo!
Darren
:: postado por darren as 16:35
Pequeno Dicionário
BDSM:
- Iniciais de Bondage, Dominação e Sado-Masoquismo, que identificam componentes de um jogo de poder erótico - BD, DS, e SM são combinações possíveis.
Bondage:
- Técnica de imobilização que utiliza-se de cordas e fitas, laços e amarras.
Calabouço:
- Um quarto projetado e especificamente decorado para jogos de SM, também conhecido como "quarto " do jogo, pode ser também chamado de masmorra, oficina ou consultório.
Chuva dourada:
- Utilização da urina para propósitos eróticos.
Coleira:
- Uma faixa de couro, metal, pano, etc. cercando o pescoço para significar um papel, inevitavelmente ligado à submissão.
Consensual:
- Baseado em acordo mútuo; sem coação; um das três bases de jogo de SM: Seguro, São & Consensual (em inglês Safe, Sane & Consensual).
D&S:
- Dominação e submissão.
Dominação:
- Conjunto de técnicas que permitem o controle sobre o jogo.
Dominante:
- A pessoa que dirige a cena, estipulando os assuntos e os comandos.
Escravo:
- Termo que designa a pessoa na cena que desempenha o papel de submisso, receptivo ou masoquista, em inglês o termo é bottom.
Feminilização:
- Jogo erótico em que o submisso é tratado como uma menina ou mulher.
Fetichismo:
- Erotização de objetos, comportamentos e/ou partes do corpo.
Humilhação:
- Redução deliberada consensualmente do ego para propósitos eróticos, variando de embaraço moderado a degradação.
Imobilização:
- Técnicas de restrição de movimentos, que complementam a submissão.
Infantilização:
- Jogo erótico em que o submisso é tratado como um bebê ou uma criança.
Jogo Pesado:
- Atividades e técnicas sofisticadas e/ou avançadas, usadas para excitação psicológica ou física que requer treinamento especial, para segurança, e que envolvem, por exemplo, controle de respiração, incisões, perfurações (piercings), cauterizações, ou outras configurações que tornem o jogo fisica e/ou psicologicamente muito intenso.
Limites:
- Limites de consentimento, estabelecidos previamente entre os parceiros, forma de garantir a suspensão do jogo em caso de risco ou abuso não consensual (atividades em qual a pessoa não deseja participar), relaciona-se à palavra de segurança.
Masoquista:
- Uma pessoa que obtém prazer em situações eróticas de submissão, em um jogo erótico consensual.
Uso Médico:
- Cenas, exames, procedimentos e equipamentos hospitalares para o jogo erótico de dominação e submissão.
Madame:
- Título feminino, de respeito, de uma dominadora que possui um escravo consentido.
Usa-se também Dominatrix, Senhora, ou alguns tratamentos equivalentes.
Mumificação:
- Técnica de dominação que é efetuada com a contenção do submisso em material que impeça qualquer movimento e o mantenha sob observação, como uma múmia.
Palavra de segurança:
- Palavra ou gesto, estabelecido previamente, para interromper o jogo em uma cena ou uma relação.
Privação de sentidos:
- Técnica de dominação que reduz as informações sensoriais, utilizando-se mordaças, capuzes, vendas, tampões, e/ou outros instrumentos.
Restrições:
- Coleiras, ou equivalentes, geralmente de metal ou couro, que se fecham ao redor dos pulsos e tornozelos, ou das coxas, costas e cinturas.
S&M ou SM:
- Sadismo e masoquismo, também conhecido por Sadomasoquismo
Sádico:
- Uma pessoa que obtém prazer em situações eróticas de dominação, em um jogo erótico consensual.
Submissão:
- Rendição ao controle e poder alheio.
Submisso:
- Pessoa que aprecia a submissão durante o jogo.
Suspensão:
- Técnica de dominação na qual uma pessoa é em parte ou completamente elevada do solo.
Fetiche:
- Diz-se de objetos, ações, partes do corpo, etc., que, embora não estejam diretamente relacionados a sexo, representam um forte estímulo sexual para o fetichista.
Baunilha, ou Vanilla:
- É o sexo normal, sem fetiches. Também é chamada assim a pessoa não-fetichista, ou não-S&M.
Safeword (ou rota de escape):
- No universo do SM pode-se perfeitamente buscar por jogos diferentes e novos, gradualmente aumentando o leque de opções e, possivelmente, estendendo os limites do aceitável. Trata-se entretanto de um processo lento e gradual e, dentre outras coisas envolvidas, há que se considerar que as pessoas não são telepatas, e nesse desenvolvimento pode ocorrer que uma das partes não esteja se sentindo confortável com uma determinada situação. Uma safeword existe como um meio de comunicação para que a parte que se sinta desse modo faça a outra saber de tal fato de maneira rápida e eficiente. Dessa forma, é importante considerar uma safeword com muita seriedade, sendo dita IMEDIATAMENTE e acatada idem, sem questionamentos, ainda mais quando se trata de um jogo na vida real que o leve a uma condição em que você nada possa fazer por você mesmo (estando amarrado, por exemplo). Pode haver graduações também, como por exemplo o acordo de duas safewords, uma significando "Não estou me sentindo muito bem com o jogo, sejamos um pouco mais suaves" e outra "Estou me sentindo agredido(a), pare AGORA, deixe-me ir embora daqui!".
Dungeon:
- (calabouço em inglês) é o nome que se dá a um local adequadamente decorado e equipado para a prática de BDSM. Tais equipamentos podem incluir entre outras coisas, gaiolas, cavaletes, e diversas alternativas para imobilização por bondage, além dos chicotes, dildos e outras miudezas.
Roleplay:
- Desempenhar papéis", dentro de um enredo no qual o Bondage será aplicado. Enredos clássicos são o seqüestro, o salvamento, o vampiro e sua vítima, abdução alienígena, chefe & secretária, médico & paciente, e outros menos politicamente corretos...
Escatologia:
- Também conhecido como coprofilia ou coprolagnia, é a variação da chuva dourada em relação a excrementos. É grande o risco que transmissão de doenças (como hepatite) e parasitas intestinais.
Exibicionismo:
- Exibir-se a outras pessoas. Pode ter vários graus, desde simplesmente apresentar-se em trajes exiguos ou insinuantes até fazer sexo em público, que pode ser mais ou menos numeroso também.
Giantess:
- É quando estou (virtualmente) diante de uma mulher umas 20 ou 25 vezes maior que eu, sendo usado por ela como instrumento de prazer como se fosse um pênis... Uma das vantagens para a mulher é que ela pode me levar na bolsa para onde quiser, e assim obtendo prazer a qualquer momento e em qualquer lugar.
Hipoxifilia:
- Atração por teor reduzido de oxigênio. Como meios utilizados, pode-se citar máscaras de gás, panos molhados ou alguma técnica de estrangulamento. Bastante perigoso, não é indicado para novatos e deve-se ter consciência dos riscos e cuidados na sua prática. O limite entre a consciência e a incosciência é tênue e facilmente ultrapassado e um estado de inconsciência pode levar a parada cardíaca. Muitas pessoas morrem anualmente pela sua prática. É extremamente importante que qualquer equipamento utilizado não seja passível de falha e que o controle da respiração de alguém seja diretamente controlada pela ação de outro, ou seja, que se interrompa o processo no caso de um desmaio do controlador ou coisa semelhante.
Pointing:
- É quando o pé fica bem esticadinho no ar como em uma ponteira de bailarina
Dangling (ou dangler):
- É o movimento de pendurar o sapato na pontinha dos dedos e balançá-lo.
Predatismo sexual:
- É a tara em seduzir estranhos, nos lugares mais insólitos. Filas de banco, supermercados, transportes coletivos, repartições, salas de chat (risos), qualquer lugar não preparado especificamente para este tipo de aproximação vale. O objetivo dos(as) predadores é a sedução da presa, em primeiro lugar, e a procura por experiências diferentes, em segundo. Por isso mesmo, são extremamente seletivos.Obs: Os verdadeiros predadores que atuam na net não gostam de sexo virtual. Nas raras ocasiões em que o praticam, sempre têm em vista a realização da fantasia ao vivo.
Telefonescaptofilia:
- Usar o telefone como um meio de comunicação, mas objetivando a satisfação sexual.
Voyeurismo:
- Gostar de ver os outros. Como o exibicionismo, também apresenta vários graus, desde ver alguém em trajes um pouco mais generosos, um decote ou roupa justa, até estar presente durante o ato sexual de outrem.
Darren
:: postado por darren as 15:48
Sexta-feira, Março 7 ::
Fisting - Fist Fucking
Do inglês: Fist: punho + Fucking (meter, na gíria) . Uma das mais intensas práticas dentro do BDSM. Consiste na introdução da mão (punho) na vagina ou ânus. Tem mais adeptos dentro da comunidade gay, mas não está associada à práticas homossexuais dentro da comunidade BDSM. Inicialmente, o dominador(a) introduz vagarosamente os dedos, até conseguir um relaxamento muscular do parceiro(a). Deve existir uma grande cumplicidade entre o dominador(a) e o submisso(a) para esta atividade. Fisting requer tempo, atenção, cuidado e carinho. Com a lubrificação adequada, fisting não é necessariamente uma experiência dolorosa. De qualquer maneira, é consenso dentro da comunidade BDSM que a prática do fisting não é utilizada para causar dor e sim prazer no(a) parceiro(a) como uma forma intensa de penetração. Praticantes de Fist Fucking dizem que esta é uma atividade sensorialmente profunda, tanto para quem está recebendo como para quem está conduzindo. O fisting tem inúmeros componentes psicológicos. Pode remeter à uma sensação de violação, humilhação ou abandono. O punho é um símbolo de poder, literalmente. A introdução do punho dentro do corpo de um ser humano tem um enorme impacto tanto emocional quanto sexual, pois diferente de objetos artificiais (vibradores, butt plugs, etc.) a destreza e o movimento da mão provoca uma sensação única. Lembro que a introdução de qualquer coisa no ânus/reto é uma atividade de alto risco, que pode resultar em hemorragia.
Fisting é a inserção completa da mão na vagina (fisting vaginal) ou ânus (fisting anal). Esta prática requer tempo, conhecimento mútuo, relaxamento e paciência. Não se faz fisting e vai embora para casa. São necessárias doses muito generosas de amor, carinho, cumplicidade e conhecimento do corpo do outro. Inicia-se com a introdução lenta e gradativa dos dedos, um à um, na vagina (no caso de fisting vaginal) ou no ânus (no caso do fisting anal). Outras carícias como sexo oral são bem vindas e ajudam e muito a relaxar e dar mais prazer.
Darren
:: postado por darren as 13:07
Sexta-feira, Fevereiro 21 ::
A maior loucura de todas foi quando ele literalmente me jogou na cama, agarrou os meus seios, sugou-os com muita força e num golpe rápido, introduziu a mão inteira na minha vagina (que a essa altura estava prá lá de lubrificada). Eu estava quase gozando (teria sido o orgasmo mais rápido de toda a minha vida) quando ele percebeu que poderia me machucar e então parou... Foi uma delícia! Talvez, ou melhor, com certeza ele me machucaria mas naquele momento eu não pensei em nada. Eu estava completamente entregue a uma das maiores fantasias da minha vida. Não tínhamos combinado nada. Ele estava com ciúmes de mim, estávamos discutindo e morrendo de tesão um pelo outro... Depois do episódio do "estupro" nos acalmamos...
Darren
Ele retirou a minha calcinha e procurou o meu sexo daquela forma rápida, ávida com que ele sempre procura quando estamos a algum tempo sem fazer amor. Colocou sua boca na minha vagina e começou a lamber deliciosamente. Aos poucos foi aumentando o ritmo e sugando, sugando com precisão. Uma verdadeira delícia! Introduziu um dedo na minha vagina e após um tempinho outro dedo... Eu me contorcia de prazer com o meu clitóris inteirinho na sua boca, sendo deliciosamente sugado ... e daí a pouco mais um dedo... O ritmo dos meus quadris aumentava e eu me contorcia de prazer e em certo momento tive a sensação de que algo muito grande estava dentro da minha vagina. Algo que me preencheu inteira. Algo deliciosamente grande, abrangente. Após o orgasmo perguntei o que ele havia introduzido, ou melhor, se ele havia introduzido a mão inteira na minha vigina, e ele disse que sim... Perguntou-me se doeu e eu disse que foi a maior sensação de toda a minha vida! O primeiro fisting a gente nunca esquece!
Darren
O que é "fisting"?
Todo mundo (bem, quase todo mundo) sabe o que é um "finger-fucking" (foda de dedo). Independente de ser na vagina ou no ânus é muito gostoso ter alguém te golpeando por dentro (dedos dentro do ânus e da vagina se bem direcionados, é INCRIVELMENTE delicioso!). As pessoas geralmente não têm constrangimento com a idéia de serem penetradas por mais de um dedo. Mas nem todas as pessoas pensam na idéia de terem uma mão inteira dentro da sua vagina ou do seu ânus. E isto, em termos simples, é o "fisting". Sim, é anatomicamente possível e sim, é EXTREMAMENTE prazeroso (eu nunca experimentei fisting anal...).
Agora, é importante explicar o que não é "fisting". Você não pratica o "fisting" e vai para casa. "Fisting" não é introduzir de qualquer maneira a mão no parceiro. O "fisting" é uma das maneiras mais íntimas e completas de se tocar outro ser humano e é algo que tem que ser trabalhado devagar e gentilmente. É uma maneira inacreditavelmente intensa de fazer amor. Então o objetivo do fisting não é causar dores horríveis e sim dar prazer, muito prazer. A sensação que se tem quando a mão inteira entra é fantástica. Ter a vagina inteiramente preenchida é algo maravilhoso. Mas não se pratica fisting com qualquer pessoa. É um momento de entrega extrema onde entra obrigatoriamente uma dose enorme de confiança, amor, carinho, sutileza...
Darren
[Nos próximos posts editarei material técnico sobre a prática do fisting.]
:: postado por darren as 17:28
O que é SM?
Verdade x Estereótipos
Na última década, o SM tornou-se mais visível, na exata medida em que a mídia tem dado maior atenção ao assunto. O SM tem surgido em filmes, propagandas, livros e músicas, tornando-se um lugar comum na televisão e, também, como assunto de piadas. E, mesmo sendo notícia nos principais jornais, ainda assim pode ser difícil separar a verdade do que é apenas estereótipo.
E, mesmo sendo notícia e retratado de maneira positiva por revistas como a Newsweek, Time, Ms. Magazine e jornais como o New York Times e outras tantas publicações nacionais, ainda assim pode ser difícil separar a verdade do que é apenas estereótipo.
Este conjunto de textos é uma tentativa de educar e conscientizar o público sobre o SM. Os itens abaixo são algumas importantes respostas sobre o SM consensual, sempre apoiadas ou sustentadas por pesquisas científicas:
1. SM é um comportamento ou orientação sexual
2. SM é são, seguro e consensual
3. SM não é violência doméstica
4. O ponto de vista psiquiátrico sobre o SM
5. Devo ter medo das pessoas que apreciam o SM?
6. Quantas pessoas estão envolvidas em atividades SM?
7. Mais informações sobre SM
[Por Susan Wright com contribuições de Charles Moser, Ph.D., M.D.]
O que é SM? - Parte 1
SM é um comportamento ou orientação sexual
SM é uma orientação sexual ou uma forma de comportamento entre dois ou mais parceiros adultos. Esse comportamento pode incluir, sem estar limitado a isso, o uso de estimulação física e/ou psicológica com o objetivo de produzir excitação e satisfação sexual. Freqüentemente, um parceiro assume o papel ativo (top ou dominador) e o outro assume o papel passivo ou receptivo (bottom ou submisso). Praticantes de SM podem ser pessoas heterossexuais, bissexuais, homossexuais, trans ou intersexuadas.
SM não é facilmente definido. Abrange uma grande quantidade de comportamentos e a maioria dos praticantes não aprecia todos os papéis, práticas ou atividades. As dificuldades para se estabelecer uma definição são discutidas em profundidade em um artigo de Weinberg, Williams e Moser(*). Eles encontram cinco características presentes na maioria das interações SM estudadas por eles:
Dominação e submissão - a presença de regras de um parceiro sobre o outro e de obediência de um parceiro a outro;
Consensualidade - o acordo voluntário para participar do jogo (interação) SM e o respeito a certos "limites" (as regras fundamentais de como e em que direção o jogo progride);
Conteúdo sexual - o pressuposto de que as atividades têm um significado erótico ou sexual;
Interpretação mútua - a suposição de que os participantes possuem o entendimento partilhado de que suas atividades são de natureza SM ou similar;
Role playing - os participantes assumem papéis para a interação (jogo) ou para o relacionamento que eles reconhecem não ser a realidade.
O que é SM? - Parte 2
SM é são, seguro e consensual
As organizações sociais e educacionais ligadas à comunidade BDSM consideram que as bases das atividades SM devem seguir as linhas do "são, seguro e consensual". Levando-se em consideração que podemos realizar qualquer atividade de maneira atropelada e perigosa, SM não é mais perigoso do que esquiar, por exemplo, ou do que qualquer outra atividade esportiva.
Seguro
Seguro é se conhecer as técnicas e preocupar-se com os itens de segurança que estão envolvidos no que você está fazendo, atuando, então, de acordo com esse conhecimento. Segurança envolve a responsabilidade de proteger você mesmo e seu parceiro das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), incluindo a infecção pelo vírus do HIV.
Enquanto a mídia freqüentemente oferece um retrato de comportamentos SMextremos, a realidade é que um grande número de BDSMistas não vai além de um divertido spanking. Assim como existem maneiras de se reduzir riscos de determinadas atividades, como mergulho em profundidade, por exemplo, ou até dirigir um carro, existem maneiras de se reduzir riscos e engajar-se num comportamento SM seguro.
A comunidade SM organizada é ativa tanto em promover seminários sobre segurança quanto no ensino das técnicas de como se engajar nessas atividades de maneira segura. O fato de praticantes SM não encherem salas de emergência de pronto-socorros todo o fim de semana é uma indicação de que esses programas funcionam. Parece óbvio que se as práticas SM resultassem, com razoável constância, em ferimentos, a imprensa estaria com os holofotes voltados a esses fatos, para o entretenimento de seus leitores.
São
São é saber diferenciar entre a fantasia e a realidade. Avaliações fictícias sobre SM têm sido, muitas vezes, distorcidas com objetivos fantasiosos e, portanto, não representam a situação real dos relacionamentos que têm, por base, o SM.
São também é poder distinguir entre doença mental e sanidade. Uma maneira real de distinguir doença mental e sanidade é observando se o padrão de comportamento de um indivíduo causa problemas em sua vida. Lavar as mãos até tirar a pele ou de maneira tão freqüente que chegue a afetar suas atividades diárias, por exemplo, é um sinal de doença mental. SM, como qualquer outro comportamento, pode ser um sinal de problemas psiquiátricos. Entretanto, a vasta maioria de seus praticantes considera que o SM enriquece suas vidas, inclusive reconhecendo melhorias em outras áreas de suas existências.
Consensual
Consensual é respeitar os limites impostos por cada um dos participantes durante todo o tempo.
Consentimento é o ingrediente primordial, fundamental do SM. Uma diferença entre estupro e intercurso sexual é o consentimento. Uma diferença entre violência e SM é o consenso. O mesmo comportamento pode ser criminoso sem o consentimento e muito prazeroso com o consentimento.
O tipo e os parâmetros de controle são acordados entre os envolvidos e o consentimento de todos é necessário. Alguns participantes usam uma palavra de salvação, que é uma palavra escolhida para sinalizar que a cena deve diminuir de intensidade ou parar.
O que é SM? - Parte 3
SM não é violência doméstica
Violência doméstica é um padrão de comportamento intencional de intimidação de um parceiro com o objetivo de coagir ou isolar o outro parceiro, sem o seu consentimento. O abuso tende, por natureza, a ser cíclico, numa escala crescente com o tempo e caracterizado por pedidos de desculpas e promessas de que nunca mais vai acontecer entre os intervalos dos episódios.
SM não é abuso nem violência doméstica porque:
SM é voluntário. Os parceiros concordam com a troca erótica de poder por vontade própria e por livre escolha. Cada parceiro é livre para sair do relacionamento a qualquer tempo. O fato de que relacionamentos SM acabam (amigavelmente ou não) sem retaliação ou violência é prova desta importante diferença.
SM é consensual. Todos os parceiros envolvidos concordam sobre o que vai acontecer. Negociação sobre os limites não só é usual como esperada. A violação desses limites é considerada uma série ofensa dentro da comunidade SM.
Parceiros SM são pessoas informadas. Participantes envolvidos na troca erótica de poder tem entendimento de todas as possíveis conseqüências.
Parceiros SM não só procuram como tem prazer com esse comportamento, inclusive desapontando-se se tal não ocorrer. Não existem desculpas após a cena SM, na medida em que ambos os participantes encontram-se felizes pelo acontecido.
Parceiros SM têm grandes cuidados para que suas atividades ocorram da maneira a mais segura possível. Machucar realmente o/a parceiro/a é negar sua capacidade de poder participar de atividades SM. Pessoas que violam os limites de seu parceiro descobrem muito rapidamente que estão perdendo parceiros com os quais poderiam partilhar atividades SM. Para enfatizar esse ponto, grupos de apoio estão sempre promovendo encontros educacionais, onde são demonstradas técnicas de como atuar de maneira segura durante a cena.
Apesar disso, como em qualquer outro grupo de pessoas, encontraremos casos de violência doméstica entre praticantes SM. Contudo, a comunidade SM não perdoa a violência doméstica e encoraja ativamente vítimas e abusadores a procurarem ajuda especializada.
O que é SM? - Parte 4
O ponto de vista psiquiátrico sobre o SM
À medida que mais pesquisas vêm sendo publicadas, principalmente nos últimos anos, a comunidade médica, incluindo a sua parcela dedicada à saúde mental, começa a aceitar que o SMnão só é seguro como é também uma aspiração legítima.
De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV), SM, em si mesmo, não é uma doença mental. Nos critérios diagnósticos tanto de sadismo como de masoquismo, o DSM-IV estabelece que o SM somente torna-se uma disfunção diagnosticável quando:
As fantasias, urgências ou comportamentos sexuais levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por exemplo, tornam-se obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem o seu consentimento, trazem complicações legais ou interferem nos relacionamentos sociais).
Além disso, o DSM-IV claramente distingue o comportamento sexual não patológico, estabelecendo que:
Uma parafilia deve ser diferenciada do uso não-patológico de fantasias sexuais, comportamentos ou objetos como estímulo para a excitação sexual.
(Os parâmetros considerados para o diagnóstico de masoquismo e sadismo sexual estão reproduzidos no apêndice A.).
O que é SM? - Parte 5
Devo ter medo das pessoas que apreciam o SM?
Você não deve ter medo das pessoas que praticam o SM. Essas pessoas são médicos, advogados, professores, pedreiros, bombeiros, secretárias e tudo o que você possa imaginar.
Em seu livro, de 1983, "O Poder Erótico", a socióloga Gini Scott examinou a dinâmica da subcultura SM heterossexual. Ela afirmou:
"Diferente de psiquiatras e psicólogos que lidam primariamente com indivíduos psicologicamente problemáticos que se interessam por D&S [Dominação e Submissão], não os achei problemáticos psicologicamente ou nocivos à sociedade; ao contrário, um espírito de bom humor prevaleceu e os participantes pareciam, na maioria das vezes, muito atraentes, pessoas bem comuns, que tinham relacionamentos comuns fora da prática de D&S... Uma grande variedade de pessoas, com uma diversa gama de interesses eróticos, participa do sadomasoquismo. Seus antecedentes, atividades e atitudes são bem diferentes do estereótipo social que retrata o sadomasoquismo como uma forma de violência, mau comportamento ou descontrole cometido pelas pessoas psicologicamente instáveis, que procuram machucar os outros ou serem machucados... No cerne da comunidade estão pessoas sensatas, racionais, respeitáveis, pessoas bem comuns. Desta forma, diferente de sua imagem pública, a comunidade é calorosa, próxima e sólida".
[Gini Scott (1983) "O Poder Erótico", Citadel Press]
O que é SM? - Parte 6
Quantas pessoas estão envolvidas em atividades SM?
Uma grande quantidade de estudos sociológicos significativos têm sido feitos para determinar a porcentagem da população que se engaja em atividades SM.
O Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, de 1990, diz:
"Os pesquisadores estimam que de 5 a 10% da população americana pratica o sadomasoquismo por prazer sexual, pelo menos ocasionalmente, sendo a maioria das atividades de dominação não envolvem dor ou violência reais. Muito freqüentemente, é o receptor (o masoquista) e não o doador (o sádico) que estabelece e controla o exato tipo e extensão das atividades do casal. Também pode interessar a você saber que em muitas relações heterossexuais os assim chamados papéis sexuais tradicionais são invertidos, com o homem fazendo o papel de submisso, ou seja, o masoquista. As atividades sadomasoquistas também podem ocorrer entre casais homossexuais".
[June M. Reinisch, Ph.D. com Ruth Beasley, M.L.S. (1990). Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, St. Matins's Press: pág. 162-163.]
Uma nova pesquisa de opinião da Playboy, feita pelo Dr. Marty Klein, apareceu em novembro de 1998, à pág. 81:
18% das mulheres e 20% dos homens já usaram vendas durante o sexo;
30% dos homens e 32% das mulheres já amarraram alguém ou já foram amarradas durante o sexo;
49% dos homens e 38% das mulheres já bateram ou já foram espancadas(os) como parte do sexo.
Um estudo feito por Hunt (1974), com 2026 participantes, revelou que 4,8% dos homens e 2,1% das mulheres obtiveram prazer sexual infligindo dor e 2,5% dos homens e 4,6% das mulheres obtiveram prazer sexual recebendo dor. Esses números refletem, provavelmente, subestimativas, porque a resposta erótica à dor é apenas um aspecto do SM. (M. Hunt, Comportamento Sexual nos Anos 70, Chicago: Playboy Press).
Um comitê de pesquisa independente, de meados dos anos 70, fundado pela Playboy, fez um estudo com 3700 estudantes selecionados ao acaso e descobriu que 12% das mulheres e 18% dos homens haviam indicado a disponibilidade em experimentar bondage ou brincadeiras de mestre e escravo. (Playboy, "O Que Está Realmente Acontecendo no Campus". Outubro de 1976).
Um estudo feito por E. Hariton (1972) revelou que até 49% das mulheres tinham fantasias sobre cenas de submissão durante o ato sexual, com 14% o fazendo freqüentemente (E. Hariton, "Fantasias das Mulheres Durante o Ato Sexual com seus Maridos: Um Estudo Normativo Com Testes de Personalidade e Modelos Teóricos", tese de doutorado não publicada, Universidade da Cidade de Nova York).
Paul H. Gebhard é antropólogo e foi diretor executivo do Instituto de Pesquisas Sobre Sexo da Universidade de Indiana, de 1956 a 1983. Geghard notou no Fetichismo e no Sadomasoquismo (Dinâmica da Sexualidade Desviante, 1969, p 79), que "excitação sexual reconhecida conscientemente como vinda de estímulos sadomasoquistas não é raro". O Instituto de Pesquisas sobre Sexo revelou que uma em oito mulheres e um em cinco homens se excitaram com histórias sadomasoquistas.
Em 1929, o estudo sobre hábitos no casamento, de Hamilton, relatou que 28% dos homens e 29% das mulheres admitiram que tiveram "prazerosas sensações" por terem alguma forma de "dor" infligida a eles. (C.V. Hamilton, Uma Pesquisa no Casamento, Boni, New York).
O que é SM? - Parte 7
Mais informações sobre SM
Por que chamamos de SM ao invés de S&M?
O termo S&M significa Sadismo e Masoquismo, e as descrições e definições históricas de S&M são freqüentemente estereotipadas e não-consensuais. O termo SMse refere a sadomasoquismo, que é um tipo de orientação ou comportamento sexual. Muitas pessoas chamam de SM para enfatizar a necessidade de consenso, já que ambos os comportamentos estão unidos em uma só palavra. SM também se refere, às vezes a "couro", "Dominação & Submissão", "D&S" e "BDSM".
Por que as pessoas praticam SM?
Nós não sabemos por que algumas pessoas são heterossexuais e outras homossexuais. Não sabemos por que algumas pessoas erotizam peitos e, outras, pernas. Não entendemos por que as pessoas desenvolvem algum tipo particular de erotismo. O que, de fato, sabemos é que ninguém encontrou característica alguma na infância, nascimento, etc, que seja mais comum entre os praticantes de SM do que no público em geral. Especificamente, não há indicação de que os praticantes de SM tenham sido mais ou menos susceptíveis a espancamentos ou tenham sido vítimas de abuso sexual ou outro tipo de abuso quando crianças.
Andreas Spengler fez seu primeiro grande estudo sobre os que foram identificados como praticantes de SM em 1977. A única coisa que esses adeptos tinham em comum era seu alto padrão de vida, status social e educação. 90% estavam perfeitamente felizes com suas preferências sexuais, sendo seu grande fardo o estigma social atravancando esses atos. (A. Spengler, "Manifesto Sadomasoquista dos Homens: Resultados de Um Estudo Empírico", Arquivos sobre Comportamento Sexual, vol. 6 págs 441-56).
SM se refere a amor e prazer?
SM se refere à sensação e estímulo, troca de energia, confiança no parceiro e troca de amor e prazer. Alguns praticantes de SM procuram a "dor", mas eles querem a sensação administrada de um modo que o resultado final seja prazeroso para eles.
Os sociólogos Weinberg e Kamel escreveram, em 1995:
"Muito do SM envolve muito pouca dor. Muitos masoquistas preferem atos como humilhação verbal ou abuso, vestir a roupa um do outro, serem amarrados (bondage), espancamentos leves, que não envolvam grandes desconfortos. Freqüentemente, é a noção de inutilidade e submissão à vontade de outro que é sexualmente excitante. No ponto central do sadomasoquismo não há dor e sim as idéias de controle-dominação e submissão".
[Thomas S. Weinberg e G.W. Kamel (1995). "S&M: Uma Introdução ao Estudo do Sadomasoquismo", S&M: Estudos sobre Dominação e Submissão, Prometheus Books, pág. (19).]
Havelock Ellis, M.D. produziu um estudo elucidativo sobre sexualidade (Estudos da Psicologia do Sexo), no qual ele escreveu que o conceito de dor é muito mal-entendido:
"A essência do sadomasoquismo não é tanto a dor, já que a dominação dos sentidos é mais emocional que física. O masoquismo sexual ativo tem pouco a ver com dor e tudo a ver com a procura de prazer emocional. Quando entendemos que é apenas dor e não crueldade, o essencial nesse grupo de manifestações, começamos a chegar mais perto da explicação. O masoquista deseja experimentar a dor, mas ele geralmente deseja que seja infligida com amor; o sádico deseja infligir a dor, mas ele deseja que seja sentida com amor...".
[Havelock Ellis, M.D. (1926) Estudos da Psicologia do Sexo, F.A. Davis Company, pág. 160.]
(*) Weinberg, M.S., Williams, C.J., & Moser, C.A. (1984). "The social constituents of sadomasochism." Social Problems, 31, pg. 379-389.
:: postado por darren as 16:41
O que é a NCSF?
A NCSF (National Coalition for Sexual Freedom) [Coalisão Nacional pela Liberdade Sexual] é uma organização sediada nos Estados Unidos da América do Norte (EUA), dedicada a proteger a liberdade de expressão sexual consentida e informada entre adultos. Localizada em Washington, D.C., o NCSF realiza campanhas de esclarecimento e educação para promover um maior entendimento sobre a sexualidade e atua junto aos legisladores norte-americanos, tentando promover mudanças legais que ampliem os direitos civis em geral.
Fundada em 1997, a NCSF mobiliza diversas bases comunitárias para ajudar na mudança de leis antiquadas e injustas e melhorar tanto os direitos privados como os que se referem às garantias da liberdade de expressão em geral. Dedica-se, também, a assegurar que todos os adultos possam expressar sua sexualidade de maneira livre, aberta e sem medo, promovendo a tolerância em relação às minorias sexuais.
Envolvendo um público muito amplo, a NCSF tem um compromisso específico com a comunidade SM-Leather-Fetish, que representa, nos EUA, entre 5% e 10% de toda a população e que experimenta, como resultado de suas opções sexuais, uma grande discriminação.
Reconhecendo a importância desse trabalho, Desejo Secreto entrou em contato com a direção da NCSF, solicitando uma licença formal para traduzir o conteúdo do site dessa entidade e obteve tal autorização da Diretora Política da NCSF, Susan Wright.
Para conhecer o site da NCSF e ter acesso a todo o seu conteúdo, acesse: http://www.ncsfreedom.org
:: postado por darren as 16:39
Segunda-feira, Fevereiro 17 ::
Sadomasoquismo: Presente Também Fora da Vida Sexual
Filmes como Crash, Corpo em Evidência e Lua de Fel, e personagens como a Mulher Gato e a recente e brasileiríssima Tiazinha, trouxeram à tona a já secular discussão sobre sadomasoquismo. Por alguns tido como um distúrbio, por outros como uma opção sexual, fica evidente a polêmica contida e a dificuldade em se atribuir uma opinião conclusiva sobre a questão. Rotulado pela ciência como disfunção sexual, o tema tem, na verdade, implicações muito mais amplas do que os prazeres da cama, como é do senso comum pensar.
De acordo com o Prof. Dr. Armando Colognese Júnior, docente do Curso de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, entrevistado sobre o tema, a perversão é algo do caráter, transcende, portanto, as manifestações sexuais, é observada em toda a vida da pessoa, em diversos momentos sociais. Logo, o diagnóstico de masoquismo não é dado em função dos comportamentos sexuais da pessoa, mas, levando-se em conta todo o conjunto de ações e relações do indivíduo. Devemos lembrar que, como disse Freud, são elementos que fazem parte do desenvolvimento humano.
A fantasia é o poder
O tema central da fantasia masoquista, ao contrário do que possa parecer, não é a violência explícita. O que está em jogo são questões de poder, de domínio, utilizado na obtenção do prazer, quer seja sexual ou em outros relacionamentos sociais. Um exemplo clássico é o das pessoas que, no trabalho, exercem uma relação de poder e humilhação com seus subordinados, com a contrapartida daqueles que se submetem à ordens aviltantes e, inclusive, só se tornam produtivos quando sob exacerbada pressão. Em certos casos, aquilo que não é possível de ser executado com seus parceiros sexuais, acaba sendo levado para outros setores da vida.
Nas palavras do psicanalista, evidencia-se o importante aspecto de que não há escolha alguma envolvida no comportamento (sexual) sadomasoquista. Para o professor, a primeira ênfase, ao se tratar do assunto, deve ser dada ao esclarecimento do conceito de doença: um conflito que causa dor física ou psíquica e que tenha caráter de exclusividade ou freqüência predominante. Assim, ao se falar de comportamento sadomasoquista, ele afasta a idéia de que há uma escolha da pessoa por aquela prática sexual. Conclui que a pessoa é impulsionada pelo caráter de exclusividade para este comportamento no que diz respeito à obtenção de prazer.
Para a Psicanálise, a sexualidade humana é da ordem do pulsional, isto é, não é um comportamento instintivo, ou seja, biológico, fixo e rígido. A sexualidade humana pode encontrar diferentes formas de satisfação, decorrentes das famosas zonas erógenas. Assim, as pessoas podem encontrar satisfação na realização de diversas práticas sexuais, desde um beijo, do olhar e ser olhado, até uma relação de dominação, ou as relações sexuais vaginais, anais, etc. Tudo isso faz parte da sexualidade humana adulta.
O que diferencia o sadomasoquismo da pessoa normal é a sua fixação
Para Armando, o que ocorre - e diferencia - o sadomasoquista é uma fixação: um aspecto prazeroso da sexualidade infantil que permanece como única fonte de prazer na vida adulta. Assim, as fantasias diversas (por exemplo, todas as preliminares de uma relação sexual adulta) não podem garantir o prazer para a pessoa. O sadomasoquista depende exclusivamente daquela forma de relação para se satisfazer.
Para o psicanalista, o sadomasoquismo, assim como o homossexualismo, só vai ser entendido pela psicanálise como doença quando houver conflito: um homossexual só é doente quando não aceita sua homossexualidade. Quando o parceiro não está conscientemente aceitando o jogo sadomasoquista é que se estabelece o conflito e se diagnostica como doença. Nas palavras de Armando, quando o parceiro do sádico é um masoquista, não há obtenção do prazer. O parceiro precisa resistir, pois é na agressão, na relação de poder, que o sádico obtém prazer no jogo sexual, ou em um relacionamento.
Na visão psicanalítica, não há um sádico e um masoquista. Na realidade, as pessoas apresentam uma intensificação de uma das manifestações, mas é um par que se complementa. O sádico vai fazer uma projeção da sua culpa no outro e passa a puni-lo, enquanto o masoquista assume a culpa em si e procura um algoz para puni-lo.
O sujeito pressupõe que cometeu algum crime, não o define, mas precisa ser punido, explica o Dr. Armando, que, no seu texto O conceito de Sadismo e Masoquismo na Obra de Freud mostra como esta culpa, expressa pelo sadomasoquista, pode relacionar-se com (um) complexo de Édipo mal resolvido, elaborado de tal forma que o sujeito sente prazer sexual ao punir-se pela culpa do desejo de ocupar o lugar de seu pai ou sua mãe.
Na verdade, aponta o Dr. Armando, Freud, a partir da evolução dos seus textos, faz novas reformulações e questionamentos e mantém a dúvida de como é possível o ser humano sentir prazer através da dor, principalmente partindo-se do princípio de que o conceito de prazer passa exatamente pela ausência de dor. Somente muito mais tarde, em sua obra, Freud fará a relação do sadomasoquismo com outros conceitos, como o de pulsão de morte e do Complexo de Édipo.
A vida de um sadomasoquista é restrita e limitada, e isto leva ao sofrimento. É essa a característica que define a perversão. Há um desejo de exclusividade de amor do outro explica o professor, que acrescenta: um sujeito com dificuldades é aquele que não é capaz de lidar com suas culpas, pois não sabe distinguir a sua própria agressividade, da sua destrutividade.
Nos estados confusionais psicóticos, ao estar confuso, não se sabe o que é certo e o que é errado, portanto, não se pode sentir culpa. Na paranóia, o que deveria ser culpa por agressão passa a ser o sentimento de estar sendo perseguido por um agressor. Já no caso da perversão, onde se enquadra o sadomasoquismo, o que deveria ser dor pela culpa, torna-se prazer.
Origem do termo
Explicando a origem do nome sadomasoquismo, o psicólogo Fernando Falabella Tavares de Lima, no trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Psicologia da PUC-SP - 1994, Sexualidade e Drogadição, relata: O termo vem da combinação dos nomes de marquês de Sade e do cavaleiro Leopold Van Sacher-Masoch. Sade interessava-se pela dominação e Sacher-Masoch desejava ser maltratado. O sádico possui excitações sexuais pela idéia de domínio, e o masoquista pela idéia de ser humilhado.
Reforçando-se a tese psicanalítica, apresentada Prof. Armando, o trabalho, acima citado, aponta:Segundo Storr (1964), os sadomasoquistas que procuram ajuda psicológica são aqueles que estão infelizes com o próprio comportamento; pois, há muito deles que descobrem o parceiro ideal e não querem alterar suas condutas.
Por fim, Fernando conclui é raro que os sadomasoquistas apliquem ou recebam graves danos físicos, embora, às vezes, isto possa ocorrer. A fantasia é a alma do sadomasoquismo, isto é, as humilhantes flagelações geralmente não são tão violentas quanto se pensa. Há muitas relações que não incluem dor física, que são sadomasoquistas. Muitas vezes as humilhações são verbais: comportamentos verbais agressivos, de dominação, são a forma sádica do relacionamento entre estas pessoas.
[Transcrito de http://boasaude.uol.com.br]
A submissão é sublime. Inquestionável a beleza da entrega...
... e tive a sensação de que algo muito grande estava dentro da minha vagina. Algo que me preencheu inteira. Algo deliciosamente grande, abrangente. Após o orgasmo perguntei o que ele havia introduzido, ou melhor, se ele havia introduzido a mão inteira na minha vigina, e ele disse que sim... Perguntou-me se doeu e eu disse que foi a maior sensação de toda a minha vida! O primeiro fisting a gente nunca esquece!
Darren
"Consentimento mútuo é o que distingue a modalidade sexual definida como BDSM de práticas condenadas como abuso, e agressão sexual."
"Se é o elemento obsceno que dá prazer ao ato da luxúria, então quanto mais obsceno, mais prazeroso este se propõe a ser."
[O Marquês de Sade, 120 Days of Sodom.]
Sadomasoquismo para leigos
Sadomasoquismo é Crime ?
SADOMASOQUISMO - é uma forma alternativa de busca do prazer, praticada entre adultos com consentimento mútuo e respeito aos limites de cada um. A busca dessa satisfação não exclui - pelo contrário, quase que exige - a reciprocidade, ou seja, o oferecimento daquilo que o parceiro deseja. O que muitas vezes pode levar seus praticantes a um crescimento moral, emocional e até espiritual.
VIOLÊNCIA - é crime. Pedofilia também. O abuso do poder contra pessoas que não têm a menor capacidade de se defender é um ato de covardia execrável, que não tem nada de divertido nem de excitante.
Não confunda. Não tolere. E, acima de tudo, não compactue. Denuncie.
Sadomasoquismo - Transcrito do Jornal do Brasil
De nada adiantou o austríaco Leopold von Sacher-Masoch ficar indignado. Não teve jeito: de famoso escritor e amante inventivo, foi mesmo rebaixado ao nível de patologia sexual. No livro 'Vênus de Casaco de Pele', seu maior sucesso, ele descreve sua fantasia de ser dominado e chicoteado por uma mulher vestida apenas com um casaco de pele. No final do século 19 esses atos foram classificados como perversão da vida sexual e denominados masoquismo. As práticas sexuais usadas por aqueles que sentem prazer em dominar ou em infligir ao outro dor física ou emocional receberam o nome de sadismo devido aos romances do Marquês de Sade, escritos um século antes.
Não vamos falar aqui sobre o sadismo e o masoquismo que buscam sofrimento. O estereótipo do sádico como criminoso brutal se aplica a uma minoria. Na realidade, a grande procura de chicotes, algemas, correntes, assim como de suítes com jaulas em motel, grades de ferros e vários outros apetrechos, visa a aumentar o prazer sexual sem machucar. Embora não seja rara a dor, ela não é essencial, e pode estar inteiramente ausente. A base do sadomasoquismo é o antagonismo entre domínio e submissão, poder e desamparo. É uma prática sexual tão comum que o psicanalista inglês Anthony Storr pergunta se haverá por acaso algum casal de amantes que não tenha brincado de alguma versão do velho jogo em que um domina e o outro é subjugado, ou que não tenha atormentado um ao outro de brincadeira, fingindo dar um beijo e recuando?
No sadomasoquismo há um consenso e uma negociação entre as partes, de forma que um dos parceiros pode interromper o jogo a qualquer momento. Além disso, os que usam a dor durante o sexo se sentem ansiosos para que sua atuação proporcione prazer ao outro. Numa pesquisa de 1990 com universitários da cidade de São Paulo, 48% dos homens e 41% das mulheres relataram haver tido relação sexual onde dor e prazer estavam presentes. Mas muito antes, em 1954, o pesquisador americano Alfred Kinsey já havia registrado que mais da metade dos homens e mulheres reagiam eroticamente a mordidas. Não muito diferentes de vários animais.
Apesar de o masoquismo ser mais associado às mulheres, devido ao treinamento de submissão e passividade que sempre receberam, vários estudos mostram a inversão dos papéis sociais no sexo. Os prazeres masoquistas fazem parte das fantasias de homens e mulheres em proporções praticamente iguais, principalmente ser amarrado e subjugado durante as atividades sexuais. E uma pesquisa concluiu que ambos os sexos preferem que o outro seja o sádico. Nem Batman escapa. No filme em que Michelle Pfeiffer interpreta a Mulher-Gato, vestida de borracha colada à pele para lembrar uma dominadora, ele é amarrado por ela a uma cama. Os produtores cortaram a cena, mas as aulas que ela tem com um "mestre do chicote" continuaram.
Na verdade, não há um consenso geral a respeito das causas do sadomasoquismo. Que dor e prazer são sensações intensas e às vezes a fronteira entre os dois não é marcada com nitidez, todo mundo sabe. Alguns, como a historiadora americana Riane Eisler, acreditam que, como a erotização da violência e da dominação foi central na construção social do sexo, a maioria de nós se excita, em graus variados, com essas fantasias. Para outros essa prática sexual reedita sensações de prazer e poder relacionadas com conflitos do início da vida. Há ainda os que defendem a idéia de que, se dessa forma o prazer aumenta e não faz mal a ninguém, não é necessário explicações e deve-se aceitar com naturalidade. E você, o que pensa do sadomasoquismo?
Você já sentiu prazer através da dor?
Já sentiu vontade de transar de um jeito "diferente"?
Não se preocupe! Não se culpe! Não há nada de errado nisso.
Você pode até ser diferente, mas isso não quer dizer anormal.
Pense nisso.
Esse espaço nasce da minha necessidade de contactar pessoas
que assim como curtem o BDMS.
Um super abraço,
Darren
O que é culpa?
Quem te culpa?
Culpa [Do lat. culpa.] S. f.
1.Conduta negligente ou imprudente, sem propósito de lesar, mas da qual proveio dano ou ofensa a outrem.
2. Falta voluntária a uma obrigação, ou a um princípio ético.
3. Delito, crime, falta.
4. Transgressão de preceito religioso; pecado.
Prazer [Do lat. placere.] V. t. i.
1. Causar prazer ou satisfação; agradar, aprazer, comprazer.
2. Sensação ou sentimento agradável, harmonioso, que atende a uma inclinação vital.
5. Gozo.
Certa vez durante a transa eu senti uma vontade enorme de ser penetrada com mais força. Como não havia muita abertura nessa relação eu me calei. O que ele iria pensar de mim? Eu própria achava que não era "muito certo"... A vontade surgiu muitas outras vezes e eu não tive a coragem necessária (justamente pela falta de abertura) para expor o meu desejo e ele tornou-se secreto... O tempo e a maturidade somados ao parceiro certo se imcubiram de "me liberar". Certas práticas dependem necessariamente de uma dose de amor, confiança e muita cumplicidade. O SM é uma delas.
Não há nada de complicado nisso. Ao menos para mim. Sou homossexual, feminina, passiva e resolvida. Uma relação plena deve necessariamente mesclar sexo, entrega, cumplicidade, liberdade e confiança. Esse espaço está aberto a todos aqueles que de uma forma ou de outra curtem fazer sexo de uma maneira diferente, para a troca de experiências, idéias e quem sabe até fazer amizades. Além do espaço para comentários on line, incluo um endereço de email para que fiquem à vontade na hora de escrever.
Um grande abraço,
Darren
:: postado por darren as 17:14