Sexta-feira, Fevereiro 21 ::
A maior loucura de todas foi quando ele literalmente me jogou na cama, agarrou os meus seios, sugou-os com muita força e num golpe rápido, introduziu a mão inteira na minha vagina (que a essa altura estava prá lá de lubrificada). Eu estava quase gozando (teria sido o orgasmo mais rápido de toda a minha vida) quando ele percebeu que poderia me machucar e então parou... Foi uma delícia! Talvez, ou melhor, com certeza ele me machucaria mas naquele momento eu não pensei em nada. Eu estava completamente entregue a uma das maiores fantasias da minha vida. Não tínhamos combinado nada. Ele estava com ciúmes de mim, estávamos discutindo e morrendo de tesão um pelo outro... Depois do episódio do "estupro" nos acalmamos...
Darren
Ele retirou a minha calcinha e procurou o meu sexo daquela forma rápida, ávida com que ele sempre procura quando estamos a algum tempo sem fazer amor. Colocou sua boca na minha vagina e começou a lamber deliciosamente. Aos poucos foi aumentando o ritmo e sugando, sugando com precisão. Uma verdadeira delícia! Introduziu um dedo na minha vagina e após um tempinho outro dedo... Eu me contorcia de prazer com o meu clitóris inteirinho na sua boca, sendo deliciosamente sugado ... e daí a pouco mais um dedo... O ritmo dos meus quadris aumentava e eu me contorcia de prazer e em certo momento tive a sensação de que algo muito grande estava dentro da minha vagina. Algo que me preencheu inteira. Algo deliciosamente grande, abrangente. Após o orgasmo perguntei o que ele havia introduzido, ou melhor, se ele havia introduzido a mão inteira na minha vigina, e ele disse que sim... Perguntou-me se doeu e eu disse que foi a maior sensação de toda a minha vida! O primeiro fisting a gente nunca esquece!
Darren
O que é "fisting"?
Todo mundo (bem, quase todo mundo) sabe o que é um "finger-fucking" (foda de dedo). Independente de ser na vagina ou no ânus é muito gostoso ter alguém te golpeando por dentro (dedos dentro do ânus e da vagina se bem direcionados, é INCRIVELMENTE delicioso!). As pessoas geralmente não têm constrangimento com a idéia de serem penetradas por mais de um dedo. Mas nem todas as pessoas pensam na idéia de terem uma mão inteira dentro da sua vagina ou do seu ânus. E isto, em termos simples, é o "fisting". Sim, é anatomicamente possível e sim, é EXTREMAMENTE prazeroso (eu nunca experimentei fisting anal...).
Agora, é importante explicar o que não é "fisting". Você não pratica o "fisting" e vai para casa. "Fisting" não é introduzir de qualquer maneira a mão no parceiro. O "fisting" é uma das maneiras mais íntimas e completas de se tocar outro ser humano e é algo que tem que ser trabalhado devagar e gentilmente. É uma maneira inacreditavelmente intensa de fazer amor. Então o objetivo do fisting não é causar dores horríveis e sim dar prazer, muito prazer. A sensação que se tem quando a mão inteira entra é fantástica. Ter a vagina inteiramente preenchida é algo maravilhoso. Mas não se pratica fisting com qualquer pessoa. É um momento de entrega extrema onde entra obrigatoriamente uma dose enorme de confiança, amor, carinho, sutileza...
Darren
[Nos próximos posts editarei material técnico sobre a prática do fisting.]
:: postado por darren as 17:28
O que é SM?
Verdade x Estereótipos
Na última década, o SM tornou-se mais visível, na exata medida em que a mídia tem dado maior atenção ao assunto. O SM tem surgido em filmes, propagandas, livros e músicas, tornando-se um lugar comum na televisão e, também, como assunto de piadas. E, mesmo sendo notícia nos principais jornais, ainda assim pode ser difícil separar a verdade do que é apenas estereótipo.
E, mesmo sendo notícia e retratado de maneira positiva por revistas como a Newsweek, Time, Ms. Magazine e jornais como o New York Times e outras tantas publicações nacionais, ainda assim pode ser difícil separar a verdade do que é apenas estereótipo.
Este conjunto de textos é uma tentativa de educar e conscientizar o público sobre o SM. Os itens abaixo são algumas importantes respostas sobre o SM consensual, sempre apoiadas ou sustentadas por pesquisas científicas:
1. SM é um comportamento ou orientação sexual
2. SM é são, seguro e consensual
3. SM não é violência doméstica
4. O ponto de vista psiquiátrico sobre o SM
5. Devo ter medo das pessoas que apreciam o SM?
6. Quantas pessoas estão envolvidas em atividades SM?
7. Mais informações sobre SM
[Por Susan Wright com contribuições de Charles Moser, Ph.D., M.D.]
O que é SM? - Parte 1
SM é um comportamento ou orientação sexual
SM é uma orientação sexual ou uma forma de comportamento entre dois ou mais parceiros adultos. Esse comportamento pode incluir, sem estar limitado a isso, o uso de estimulação física e/ou psicológica com o objetivo de produzir excitação e satisfação sexual. Freqüentemente, um parceiro assume o papel ativo (top ou dominador) e o outro assume o papel passivo ou receptivo (bottom ou submisso). Praticantes de SM podem ser pessoas heterossexuais, bissexuais, homossexuais, trans ou intersexuadas.
SM não é facilmente definido. Abrange uma grande quantidade de comportamentos e a maioria dos praticantes não aprecia todos os papéis, práticas ou atividades. As dificuldades para se estabelecer uma definição são discutidas em profundidade em um artigo de Weinberg, Williams e Moser(*). Eles encontram cinco características presentes na maioria das interações SM estudadas por eles:
Dominação e submissão - a presença de regras de um parceiro sobre o outro e de obediência de um parceiro a outro;
Consensualidade - o acordo voluntário para participar do jogo (interação) SM e o respeito a certos "limites" (as regras fundamentais de como e em que direção o jogo progride);
Conteúdo sexual - o pressuposto de que as atividades têm um significado erótico ou sexual;
Interpretação mútua - a suposição de que os participantes possuem o entendimento partilhado de que suas atividades são de natureza SM ou similar;
Role playing - os participantes assumem papéis para a interação (jogo) ou para o relacionamento que eles reconhecem não ser a realidade.
O que é SM? - Parte 2
SM é são, seguro e consensual
As organizações sociais e educacionais ligadas à comunidade BDSM consideram que as bases das atividades SM devem seguir as linhas do "são, seguro e consensual". Levando-se em consideração que podemos realizar qualquer atividade de maneira atropelada e perigosa, SM não é mais perigoso do que esquiar, por exemplo, ou do que qualquer outra atividade esportiva.
Seguro
Seguro é se conhecer as técnicas e preocupar-se com os itens de segurança que estão envolvidos no que você está fazendo, atuando, então, de acordo com esse conhecimento. Segurança envolve a responsabilidade de proteger você mesmo e seu parceiro das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), incluindo a infecção pelo vírus do HIV.
Enquanto a mídia freqüentemente oferece um retrato de comportamentos SMextremos, a realidade é que um grande número de BDSMistas não vai além de um divertido spanking. Assim como existem maneiras de se reduzir riscos de determinadas atividades, como mergulho em profundidade, por exemplo, ou até dirigir um carro, existem maneiras de se reduzir riscos e engajar-se num comportamento SM seguro.
A comunidade SM organizada é ativa tanto em promover seminários sobre segurança quanto no ensino das técnicas de como se engajar nessas atividades de maneira segura. O fato de praticantes SM não encherem salas de emergência de pronto-socorros todo o fim de semana é uma indicação de que esses programas funcionam. Parece óbvio que se as práticas SM resultassem, com razoável constância, em ferimentos, a imprensa estaria com os holofotes voltados a esses fatos, para o entretenimento de seus leitores.
São
São é saber diferenciar entre a fantasia e a realidade. Avaliações fictícias sobre SM têm sido, muitas vezes, distorcidas com objetivos fantasiosos e, portanto, não representam a situação real dos relacionamentos que têm, por base, o SM.
São também é poder distinguir entre doença mental e sanidade. Uma maneira real de distinguir doença mental e sanidade é observando se o padrão de comportamento de um indivíduo causa problemas em sua vida. Lavar as mãos até tirar a pele ou de maneira tão freqüente que chegue a afetar suas atividades diárias, por exemplo, é um sinal de doença mental. SM, como qualquer outro comportamento, pode ser um sinal de problemas psiquiátricos. Entretanto, a vasta maioria de seus praticantes considera que o SM enriquece suas vidas, inclusive reconhecendo melhorias em outras áreas de suas existências.
Consensual
Consensual é respeitar os limites impostos por cada um dos participantes durante todo o tempo.
Consentimento é o ingrediente primordial, fundamental do SM. Uma diferença entre estupro e intercurso sexual é o consentimento. Uma diferença entre violência e SM é o consenso. O mesmo comportamento pode ser criminoso sem o consentimento e muito prazeroso com o consentimento.
O tipo e os parâmetros de controle são acordados entre os envolvidos e o consentimento de todos é necessário. Alguns participantes usam uma palavra de salvação, que é uma palavra escolhida para sinalizar que a cena deve diminuir de intensidade ou parar.
O que é SM? - Parte 3
SM não é violência doméstica
Violência doméstica é um padrão de comportamento intencional de intimidação de um parceiro com o objetivo de coagir ou isolar o outro parceiro, sem o seu consentimento. O abuso tende, por natureza, a ser cíclico, numa escala crescente com o tempo e caracterizado por pedidos de desculpas e promessas de que nunca mais vai acontecer entre os intervalos dos episódios.
SM não é abuso nem violência doméstica porque:
SM é voluntário. Os parceiros concordam com a troca erótica de poder por vontade própria e por livre escolha. Cada parceiro é livre para sair do relacionamento a qualquer tempo. O fato de que relacionamentos SM acabam (amigavelmente ou não) sem retaliação ou violência é prova desta importante diferença.
SM é consensual. Todos os parceiros envolvidos concordam sobre o que vai acontecer. Negociação sobre os limites não só é usual como esperada. A violação desses limites é considerada uma série ofensa dentro da comunidade SM.
Parceiros SM são pessoas informadas. Participantes envolvidos na troca erótica de poder tem entendimento de todas as possíveis conseqüências.
Parceiros SM não só procuram como tem prazer com esse comportamento, inclusive desapontando-se se tal não ocorrer. Não existem desculpas após a cena SM, na medida em que ambos os participantes encontram-se felizes pelo acontecido.
Parceiros SM têm grandes cuidados para que suas atividades ocorram da maneira a mais segura possível. Machucar realmente o/a parceiro/a é negar sua capacidade de poder participar de atividades SM. Pessoas que violam os limites de seu parceiro descobrem muito rapidamente que estão perdendo parceiros com os quais poderiam partilhar atividades SM. Para enfatizar esse ponto, grupos de apoio estão sempre promovendo encontros educacionais, onde são demonstradas técnicas de como atuar de maneira segura durante a cena.
Apesar disso, como em qualquer outro grupo de pessoas, encontraremos casos de violência doméstica entre praticantes SM. Contudo, a comunidade SM não perdoa a violência doméstica e encoraja ativamente vítimas e abusadores a procurarem ajuda especializada.
O que é SM? - Parte 4
O ponto de vista psiquiátrico sobre o SM
À medida que mais pesquisas vêm sendo publicadas, principalmente nos últimos anos, a comunidade médica, incluindo a sua parcela dedicada à saúde mental, começa a aceitar que o SMnão só é seguro como é também uma aspiração legítima.
De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV), SM, em si mesmo, não é uma doença mental. Nos critérios diagnósticos tanto de sadismo como de masoquismo, o DSM-IV estabelece que o SM somente torna-se uma disfunção diagnosticável quando:
As fantasias, urgências ou comportamentos sexuais levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por exemplo, tornam-se obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem o seu consentimento, trazem complicações legais ou interferem nos relacionamentos sociais).
Além disso, o DSM-IV claramente distingue o comportamento sexual não patológico, estabelecendo que:
Uma parafilia deve ser diferenciada do uso não-patológico de fantasias sexuais, comportamentos ou objetos como estímulo para a excitação sexual.
(Os parâmetros considerados para o diagnóstico de masoquismo e sadismo sexual estão reproduzidos no apêndice A.).
O que é SM? - Parte 5
Devo ter medo das pessoas que apreciam o SM?
Você não deve ter medo das pessoas que praticam o SM. Essas pessoas são médicos, advogados, professores, pedreiros, bombeiros, secretárias e tudo o que você possa imaginar.
Em seu livro, de 1983, "O Poder Erótico", a socióloga Gini Scott examinou a dinâmica da subcultura SM heterossexual. Ela afirmou:
"Diferente de psiquiatras e psicólogos que lidam primariamente com indivíduos psicologicamente problemáticos que se interessam por D&S [Dominação e Submissão], não os achei problemáticos psicologicamente ou nocivos à sociedade; ao contrário, um espírito de bom humor prevaleceu e os participantes pareciam, na maioria das vezes, muito atraentes, pessoas bem comuns, que tinham relacionamentos comuns fora da prática de D&S... Uma grande variedade de pessoas, com uma diversa gama de interesses eróticos, participa do sadomasoquismo. Seus antecedentes, atividades e atitudes são bem diferentes do estereótipo social que retrata o sadomasoquismo como uma forma de violência, mau comportamento ou descontrole cometido pelas pessoas psicologicamente instáveis, que procuram machucar os outros ou serem machucados... No cerne da comunidade estão pessoas sensatas, racionais, respeitáveis, pessoas bem comuns. Desta forma, diferente de sua imagem pública, a comunidade é calorosa, próxima e sólida".
[Gini Scott (1983) "O Poder Erótico", Citadel Press]
O que é SM? - Parte 6
Quantas pessoas estão envolvidas em atividades SM?
Uma grande quantidade de estudos sociológicos significativos têm sido feitos para determinar a porcentagem da população que se engaja em atividades SM.
O Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, de 1990, diz:
"Os pesquisadores estimam que de 5 a 10% da população americana pratica o sadomasoquismo por prazer sexual, pelo menos ocasionalmente, sendo a maioria das atividades de dominação não envolvem dor ou violência reais. Muito freqüentemente, é o receptor (o masoquista) e não o doador (o sádico) que estabelece e controla o exato tipo e extensão das atividades do casal. Também pode interessar a você saber que em muitas relações heterossexuais os assim chamados papéis sexuais tradicionais são invertidos, com o homem fazendo o papel de submisso, ou seja, o masoquista. As atividades sadomasoquistas também podem ocorrer entre casais homossexuais".
[June M. Reinisch, Ph.D. com Ruth Beasley, M.L.S. (1990). Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, St. Matins's Press: pág. 162-163.]
Uma nova pesquisa de opinião da Playboy, feita pelo Dr. Marty Klein, apareceu em novembro de 1998, à pág. 81:
18% das mulheres e 20% dos homens já usaram vendas durante o sexo;
30% dos homens e 32% das mulheres já amarraram alguém ou já foram amarradas durante o sexo;
49% dos homens e 38% das mulheres já bateram ou já foram espancadas(os) como parte do sexo.
Um estudo feito por Hunt (1974), com 2026 participantes, revelou que 4,8% dos homens e 2,1% das mulheres obtiveram prazer sexual infligindo dor e 2,5% dos homens e 4,6% das mulheres obtiveram prazer sexual recebendo dor. Esses números refletem, provavelmente, subestimativas, porque a resposta erótica à dor é apenas um aspecto do SM. (M. Hunt, Comportamento Sexual nos Anos 70, Chicago: Playboy Press).
Um comitê de pesquisa independente, de meados dos anos 70, fundado pela Playboy, fez um estudo com 3700 estudantes selecionados ao acaso e descobriu que 12% das mulheres e 18% dos homens haviam indicado a disponibilidade em experimentar bondage ou brincadeiras de mestre e escravo. (Playboy, "O Que Está Realmente Acontecendo no Campus". Outubro de 1976).
Um estudo feito por E. Hariton (1972) revelou que até 49% das mulheres tinham fantasias sobre cenas de submissão durante o ato sexual, com 14% o fazendo freqüentemente (E. Hariton, "Fantasias das Mulheres Durante o Ato Sexual com seus Maridos: Um Estudo Normativo Com Testes de Personalidade e Modelos Teóricos", tese de doutorado não publicada, Universidade da Cidade de Nova York).
Paul H. Gebhard é antropólogo e foi diretor executivo do Instituto de Pesquisas Sobre Sexo da Universidade de Indiana, de 1956 a 1983. Geghard notou no Fetichismo e no Sadomasoquismo (Dinâmica da Sexualidade Desviante, 1969, p 79), que "excitação sexual reconhecida conscientemente como vinda de estímulos sadomasoquistas não é raro". O Instituto de Pesquisas sobre Sexo revelou que uma em oito mulheres e um em cinco homens se excitaram com histórias sadomasoquistas.
Em 1929, o estudo sobre hábitos no casamento, de Hamilton, relatou que 28% dos homens e 29% das mulheres admitiram que tiveram "prazerosas sensações" por terem alguma forma de "dor" infligida a eles. (C.V. Hamilton, Uma Pesquisa no Casamento, Boni, New York).
O que é SM? - Parte 7
Mais informações sobre SM
Por que chamamos de SM ao invés de S&M?
O termo S&M significa Sadismo e Masoquismo, e as descrições e definições históricas de S&M são freqüentemente estereotipadas e não-consensuais. O termo SMse refere a sadomasoquismo, que é um tipo de orientação ou comportamento sexual. Muitas pessoas chamam de SM para enfatizar a necessidade de consenso, já que ambos os comportamentos estão unidos em uma só palavra. SM também se refere, às vezes a "couro", "Dominação & Submissão", "D&S" e "BDSM".
Por que as pessoas praticam SM?
Nós não sabemos por que algumas pessoas são heterossexuais e outras homossexuais. Não sabemos por que algumas pessoas erotizam peitos e, outras, pernas. Não entendemos por que as pessoas desenvolvem algum tipo particular de erotismo. O que, de fato, sabemos é que ninguém encontrou característica alguma na infância, nascimento, etc, que seja mais comum entre os praticantes de SM do que no público em geral. Especificamente, não há indicação de que os praticantes de SM tenham sido mais ou menos susceptíveis a espancamentos ou tenham sido vítimas de abuso sexual ou outro tipo de abuso quando crianças.
Andreas Spengler fez seu primeiro grande estudo sobre os que foram identificados como praticantes de SM em 1977. A única coisa que esses adeptos tinham em comum era seu alto padrão de vida, status social e educação. 90% estavam perfeitamente felizes com suas preferências sexuais, sendo seu grande fardo o estigma social atravancando esses atos. (A. Spengler, "Manifesto Sadomasoquista dos Homens: Resultados de Um Estudo Empírico", Arquivos sobre Comportamento Sexual, vol. 6 págs 441-56).
SM se refere a amor e prazer?
SM se refere à sensação e estímulo, troca de energia, confiança no parceiro e troca de amor e prazer. Alguns praticantes de SM procuram a "dor", mas eles querem a sensação administrada de um modo que o resultado final seja prazeroso para eles.
Os sociólogos Weinberg e Kamel escreveram, em 1995:
"Muito do SM envolve muito pouca dor. Muitos masoquistas preferem atos como humilhação verbal ou abuso, vestir a roupa um do outro, serem amarrados (bondage), espancamentos leves, que não envolvam grandes desconfortos. Freqüentemente, é a noção de inutilidade e submissão à vontade de outro que é sexualmente excitante. No ponto central do sadomasoquismo não há dor e sim as idéias de controle-dominação e submissão".
[Thomas S. Weinberg e G.W. Kamel (1995). "S&M: Uma Introdução ao Estudo do Sadomasoquismo", S&M: Estudos sobre Dominação e Submissão, Prometheus Books, pág. (19).]
Havelock Ellis, M.D. produziu um estudo elucidativo sobre sexualidade (Estudos da Psicologia do Sexo), no qual ele escreveu que o conceito de dor é muito mal-entendido:
"A essência do sadomasoquismo não é tanto a dor, já que a dominação dos sentidos é mais emocional que física. O masoquismo sexual ativo tem pouco a ver com dor e tudo a ver com a procura de prazer emocional. Quando entendemos que é apenas dor e não crueldade, o essencial nesse grupo de manifestações, começamos a chegar mais perto da explicação. O masoquista deseja experimentar a dor, mas ele geralmente deseja que seja infligida com amor; o sádico deseja infligir a dor, mas ele deseja que seja sentida com amor...".
[Havelock Ellis, M.D. (1926) Estudos da Psicologia do Sexo, F.A. Davis Company, pág. 160.]
(*) Weinberg, M.S., Williams, C.J., & Moser, C.A. (1984). "The social constituents of sadomasochism." Social Problems, 31, pg. 379-389.
:: postado por darren as 16:41
O que é a NCSF?
A NCSF (National Coalition for Sexual Freedom) [Coalisão Nacional pela Liberdade Sexual] é uma organização sediada nos Estados Unidos da América do Norte (EUA), dedicada a proteger a liberdade de expressão sexual consentida e informada entre adultos. Localizada em Washington, D.C., o NCSF realiza campanhas de esclarecimento e educação para promover um maior entendimento sobre a sexualidade e atua junto aos legisladores norte-americanos, tentando promover mudanças legais que ampliem os direitos civis em geral.
Fundada em 1997, a NCSF mobiliza diversas bases comunitárias para ajudar na mudança de leis antiquadas e injustas e melhorar tanto os direitos privados como os que se referem às garantias da liberdade de expressão em geral. Dedica-se, também, a assegurar que todos os adultos possam expressar sua sexualidade de maneira livre, aberta e sem medo, promovendo a tolerância em relação às minorias sexuais.
Envolvendo um público muito amplo, a NCSF tem um compromisso específico com a comunidade SM-Leather-Fetish, que representa, nos EUA, entre 5% e 10% de toda a população e que experimenta, como resultado de suas opções sexuais, uma grande discriminação.
Reconhecendo a importância desse trabalho, Desejo Secreto entrou em contato com a direção da NCSF, solicitando uma licença formal para traduzir o conteúdo do site dessa entidade e obteve tal autorização da Diretora Política da NCSF, Susan Wright.
Para conhecer o site da NCSF e ter acesso a todo o seu conteúdo, acesse: http://www.ncsfreedom.org
:: postado por darren as 16:39
Segunda-feira, Fevereiro 17 ::
Sadomasoquismo: Presente Também Fora da Vida Sexual
Filmes como Crash, Corpo em Evidência e Lua de Fel, e personagens como a Mulher Gato e a recente e brasileiríssima Tiazinha, trouxeram à tona a já secular discussão sobre sadomasoquismo. Por alguns tido como um distúrbio, por outros como uma opção sexual, fica evidente a polêmica contida e a dificuldade em se atribuir uma opinião conclusiva sobre a questão. Rotulado pela ciência como disfunção sexual, o tema tem, na verdade, implicações muito mais amplas do que os prazeres da cama, como é do senso comum pensar.
De acordo com o Prof. Dr. Armando Colognese Júnior, docente do Curso de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, entrevistado sobre o tema, a perversão é algo do caráter, transcende, portanto, as manifestações sexuais, é observada em toda a vida da pessoa, em diversos momentos sociais. Logo, o diagnóstico de masoquismo não é dado em função dos comportamentos sexuais da pessoa, mas, levando-se em conta todo o conjunto de ações e relações do indivíduo. Devemos lembrar que, como disse Freud, são elementos que fazem parte do desenvolvimento humano.
A fantasia é o poder
O tema central da fantasia masoquista, ao contrário do que possa parecer, não é a violência explícita. O que está em jogo são questões de poder, de domínio, utilizado na obtenção do prazer, quer seja sexual ou em outros relacionamentos sociais. Um exemplo clássico é o das pessoas que, no trabalho, exercem uma relação de poder e humilhação com seus subordinados, com a contrapartida daqueles que se submetem à ordens aviltantes e, inclusive, só se tornam produtivos quando sob exacerbada pressão. Em certos casos, aquilo que não é possível de ser executado com seus parceiros sexuais, acaba sendo levado para outros setores da vida.
Nas palavras do psicanalista, evidencia-se o importante aspecto de que não há escolha alguma envolvida no comportamento (sexual) sadomasoquista. Para o professor, a primeira ênfase, ao se tratar do assunto, deve ser dada ao esclarecimento do conceito de doença: um conflito que causa dor física ou psíquica e que tenha caráter de exclusividade ou freqüência predominante. Assim, ao se falar de comportamento sadomasoquista, ele afasta a idéia de que há uma escolha da pessoa por aquela prática sexual. Conclui que a pessoa é impulsionada pelo caráter de exclusividade para este comportamento no que diz respeito à obtenção de prazer.
Para a Psicanálise, a sexualidade humana é da ordem do pulsional, isto é, não é um comportamento instintivo, ou seja, biológico, fixo e rígido. A sexualidade humana pode encontrar diferentes formas de satisfação, decorrentes das famosas zonas erógenas. Assim, as pessoas podem encontrar satisfação na realização de diversas práticas sexuais, desde um beijo, do olhar e ser olhado, até uma relação de dominação, ou as relações sexuais vaginais, anais, etc. Tudo isso faz parte da sexualidade humana adulta.
O que diferencia o sadomasoquismo da pessoa normal é a sua fixação
Para Armando, o que ocorre - e diferencia - o sadomasoquista é uma fixação: um aspecto prazeroso da sexualidade infantil que permanece como única fonte de prazer na vida adulta. Assim, as fantasias diversas (por exemplo, todas as preliminares de uma relação sexual adulta) não podem garantir o prazer para a pessoa. O sadomasoquista depende exclusivamente daquela forma de relação para se satisfazer.
Para o psicanalista, o sadomasoquismo, assim como o homossexualismo, só vai ser entendido pela psicanálise como doença quando houver conflito: um homossexual só é doente quando não aceita sua homossexualidade. Quando o parceiro não está conscientemente aceitando o jogo sadomasoquista é que se estabelece o conflito e se diagnostica como doença. Nas palavras de Armando, quando o parceiro do sádico é um masoquista, não há obtenção do prazer. O parceiro precisa resistir, pois é na agressão, na relação de poder, que o sádico obtém prazer no jogo sexual, ou em um relacionamento.
Na visão psicanalítica, não há um sádico e um masoquista. Na realidade, as pessoas apresentam uma intensificação de uma das manifestações, mas é um par que se complementa. O sádico vai fazer uma projeção da sua culpa no outro e passa a puni-lo, enquanto o masoquista assume a culpa em si e procura um algoz para puni-lo.
O sujeito pressupõe que cometeu algum crime, não o define, mas precisa ser punido, explica o Dr. Armando, que, no seu texto O conceito de Sadismo e Masoquismo na Obra de Freud mostra como esta culpa, expressa pelo sadomasoquista, pode relacionar-se com (um) complexo de Édipo mal resolvido, elaborado de tal forma que o sujeito sente prazer sexual ao punir-se pela culpa do desejo de ocupar o lugar de seu pai ou sua mãe.
Na verdade, aponta o Dr. Armando, Freud, a partir da evolução dos seus textos, faz novas reformulações e questionamentos e mantém a dúvida de como é possível o ser humano sentir prazer através da dor, principalmente partindo-se do princípio de que o conceito de prazer passa exatamente pela ausência de dor. Somente muito mais tarde, em sua obra, Freud fará a relação do sadomasoquismo com outros conceitos, como o de pulsão de morte e do Complexo de Édipo.
A vida de um sadomasoquista é restrita e limitada, e isto leva ao sofrimento. É essa a característica que define a perversão. Há um desejo de exclusividade de amor do outro explica o professor, que acrescenta: um sujeito com dificuldades é aquele que não é capaz de lidar com suas culpas, pois não sabe distinguir a sua própria agressividade, da sua destrutividade.
Nos estados confusionais psicóticos, ao estar confuso, não se sabe o que é certo e o que é errado, portanto, não se pode sentir culpa. Na paranóia, o que deveria ser culpa por agressão passa a ser o sentimento de estar sendo perseguido por um agressor. Já no caso da perversão, onde se enquadra o sadomasoquismo, o que deveria ser dor pela culpa, torna-se prazer.
Origem do termo
Explicando a origem do nome sadomasoquismo, o psicólogo Fernando Falabella Tavares de Lima, no trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Psicologia da PUC-SP - 1994, Sexualidade e Drogadição, relata: O termo vem da combinação dos nomes de marquês de Sade e do cavaleiro Leopold Van Sacher-Masoch. Sade interessava-se pela dominação e Sacher-Masoch desejava ser maltratado. O sádico possui excitações sexuais pela idéia de domínio, e o masoquista pela idéia de ser humilhado.
Reforçando-se a tese psicanalítica, apresentada Prof. Armando, o trabalho, acima citado, aponta:Segundo Storr (1964), os sadomasoquistas que procuram ajuda psicológica são aqueles que estão infelizes com o próprio comportamento; pois, há muito deles que descobrem o parceiro ideal e não querem alterar suas condutas.
Por fim, Fernando conclui é raro que os sadomasoquistas apliquem ou recebam graves danos físicos, embora, às vezes, isto possa ocorrer. A fantasia é a alma do sadomasoquismo, isto é, as humilhantes flagelações geralmente não são tão violentas quanto se pensa. Há muitas relações que não incluem dor física, que são sadomasoquistas. Muitas vezes as humilhações são verbais: comportamentos verbais agressivos, de dominação, são a forma sádica do relacionamento entre estas pessoas.
[Transcrito de http://boasaude.uol.com.br]
A submissão é sublime. Inquestionável a beleza da entrega...
... e tive a sensação de que algo muito grande estava dentro da minha vagina. Algo que me preencheu inteira. Algo deliciosamente grande, abrangente. Após o orgasmo perguntei o que ele havia introduzido, ou melhor, se ele havia introduzido a mão inteira na minha vigina, e ele disse que sim... Perguntou-me se doeu e eu disse que foi a maior sensação de toda a minha vida! O primeiro fisting a gente nunca esquece!
Darren
"Consentimento mútuo é o que distingue a modalidade sexual definida como BDSM de práticas condenadas como abuso, e agressão sexual."
"Se é o elemento obsceno que dá prazer ao ato da luxúria, então quanto mais obsceno, mais prazeroso este se propõe a ser."
[O Marquês de Sade, 120 Days of Sodom.]
Sadomasoquismo para leigos
Sadomasoquismo é Crime ?
SADOMASOQUISMO - é uma forma alternativa de busca do prazer, praticada entre adultos com consentimento mútuo e respeito aos limites de cada um. A busca dessa satisfação não exclui - pelo contrário, quase que exige - a reciprocidade, ou seja, o oferecimento daquilo que o parceiro deseja. O que muitas vezes pode levar seus praticantes a um crescimento moral, emocional e até espiritual.
VIOLÊNCIA - é crime. Pedofilia também. O abuso do poder contra pessoas que não têm a menor capacidade de se defender é um ato de covardia execrável, que não tem nada de divertido nem de excitante.
Não confunda. Não tolere. E, acima de tudo, não compactue. Denuncie.
Sadomasoquismo - Transcrito do Jornal do Brasil
De nada adiantou o austríaco Leopold von Sacher-Masoch ficar indignado. Não teve jeito: de famoso escritor e amante inventivo, foi mesmo rebaixado ao nível de patologia sexual. No livro 'Vênus de Casaco de Pele', seu maior sucesso, ele descreve sua fantasia de ser dominado e chicoteado por uma mulher vestida apenas com um casaco de pele. No final do século 19 esses atos foram classificados como perversão da vida sexual e denominados masoquismo. As práticas sexuais usadas por aqueles que sentem prazer em dominar ou em infligir ao outro dor física ou emocional receberam o nome de sadismo devido aos romances do Marquês de Sade, escritos um século antes.
Não vamos falar aqui sobre o sadismo e o masoquismo que buscam sofrimento. O estereótipo do sádico como criminoso brutal se aplica a uma minoria. Na realidade, a grande procura de chicotes, algemas, correntes, assim como de suítes com jaulas em motel, grades de ferros e vários outros apetrechos, visa a aumentar o prazer sexual sem machucar. Embora não seja rara a dor, ela não é essencial, e pode estar inteiramente ausente. A base do sadomasoquismo é o antagonismo entre domínio e submissão, poder e desamparo. É uma prática sexual tão comum que o psicanalista inglês Anthony Storr pergunta se haverá por acaso algum casal de amantes que não tenha brincado de alguma versão do velho jogo em que um domina e o outro é subjugado, ou que não tenha atormentado um ao outro de brincadeira, fingindo dar um beijo e recuando?
No sadomasoquismo há um consenso e uma negociação entre as partes, de forma que um dos parceiros pode interromper o jogo a qualquer momento. Além disso, os que usam a dor durante o sexo se sentem ansiosos para que sua atuação proporcione prazer ao outro. Numa pesquisa de 1990 com universitários da cidade de São Paulo, 48% dos homens e 41% das mulheres relataram haver tido relação sexual onde dor e prazer estavam presentes. Mas muito antes, em 1954, o pesquisador americano Alfred Kinsey já havia registrado que mais da metade dos homens e mulheres reagiam eroticamente a mordidas. Não muito diferentes de vários animais.
Apesar de o masoquismo ser mais associado às mulheres, devido ao treinamento de submissão e passividade que sempre receberam, vários estudos mostram a inversão dos papéis sociais no sexo. Os prazeres masoquistas fazem parte das fantasias de homens e mulheres em proporções praticamente iguais, principalmente ser amarrado e subjugado durante as atividades sexuais. E uma pesquisa concluiu que ambos os sexos preferem que o outro seja o sádico. Nem Batman escapa. No filme em que Michelle Pfeiffer interpreta a Mulher-Gato, vestida de borracha colada à pele para lembrar uma dominadora, ele é amarrado por ela a uma cama. Os produtores cortaram a cena, mas as aulas que ela tem com um "mestre do chicote" continuaram.
Na verdade, não há um consenso geral a respeito das causas do sadomasoquismo. Que dor e prazer são sensações intensas e às vezes a fronteira entre os dois não é marcada com nitidez, todo mundo sabe. Alguns, como a historiadora americana Riane Eisler, acreditam que, como a erotização da violência e da dominação foi central na construção social do sexo, a maioria de nós se excita, em graus variados, com essas fantasias. Para outros essa prática sexual reedita sensações de prazer e poder relacionadas com conflitos do início da vida. Há ainda os que defendem a idéia de que, se dessa forma o prazer aumenta e não faz mal a ninguém, não é necessário explicações e deve-se aceitar com naturalidade. E você, o que pensa do sadomasoquismo?
Você já sentiu prazer através da dor?
Já sentiu vontade de transar de um jeito "diferente"?
Não se preocupe! Não se culpe! Não há nada de errado nisso.
Você pode até ser diferente, mas isso não quer dizer anormal.
Pense nisso.
Esse espaço nasce da minha necessidade de contactar pessoas
que assim como curtem o BDMS.
Um super abraço,
Darren
O que é culpa?
Quem te culpa?
Culpa [Do lat. culpa.] S. f.
1.Conduta negligente ou imprudente, sem propósito de lesar, mas da qual proveio dano ou ofensa a outrem.
2. Falta voluntária a uma obrigação, ou a um princípio ético.
3. Delito, crime, falta.
4. Transgressão de preceito religioso; pecado.
Prazer [Do lat. placere.] V. t. i.
1. Causar prazer ou satisfação; agradar, aprazer, comprazer.
2. Sensação ou sentimento agradável, harmonioso, que atende a uma inclinação vital.
5. Gozo.
Certa vez durante a transa eu senti uma vontade enorme de ser penetrada com mais força. Como não havia muita abertura nessa relação eu me calei. O que ele iria pensar de mim? Eu própria achava que não era "muito certo"... A vontade surgiu muitas outras vezes e eu não tive a coragem necessária (justamente pela falta de abertura) para expor o meu desejo e ele tornou-se secreto... O tempo e a maturidade somados ao parceiro certo se imcubiram de "me liberar". Certas práticas dependem necessariamente de uma dose de amor, confiança e muita cumplicidade. O SM é uma delas.
Não há nada de complicado nisso. Ao menos para mim. Sou homossexual, feminina, passiva e resolvida. Uma relação plena deve necessariamente mesclar sexo, entrega, cumplicidade, liberdade e confiança. Esse espaço está aberto a todos aqueles que de uma forma ou de outra curtem fazer sexo de uma maneira diferente, para a troca de experiências, idéias e quem sabe até fazer amizades. Além do espaço para comentários on line, incluo um endereço de email para que fiquem à vontade na hora de escrever.
Um grande abraço,
Darren
:: postado por darren as 17:14